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Lula visita aldeia em MT para encontro com Raoni; Mauro Mendes diz que não foi convidado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega nesta quinta-feira (4), por volta das 13h, à aldeia Piaraçu, localizada na Terra Indígena Capoto-Jarina, em São José do Xingu (a 476 km de Sinop), para se reunir com o cacique Raoni Metuktire e outras lideranças indígenas da região.
A agenda presidencial inclui a entrega da Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito ao cacique Raoni, principal liderança indígena do país e referência internacional na defesa do meio ambiente e dos direitos dos povos originários. O encontro também contará com a presença de ministros e parlamentares.
Lula decolou de Brasília às 8h com destino à base aérea do Cachimbo, em Novo Progresso (PA), onde o pouso está previsto para 10h20. De lá, ele segue de helicóptero até a aldeia.
Em seu terceiro mandato, o presidente criou o Ministério dos Povos Indígenas, comandado por Sonia Guajajara, o primeiro na história do Brasil dedicado exclusivamente à formulação e execução de políticas públicas voltadas aos povos originários, como a demarcação de terras, gestão territorial e defesa dos modos de vida tradicionais.
Na semana passada, Raoni declarou que pretende cobrar de Lula o cumprimento de promessas feitas durante a campanha, especialmente em relação à proteção ambiental. Entre os pontos que devem ser levados ao presidente estão o pedido para que o governo desista da exploração de petróleo na margem equatorial — área marítima próxima à costa amazônica — e o avanço nas demarcações de terras indígenas.
“Não fui convidado”
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (4) que não foi convidado para participar da agenda presidencial. Segundo ele, em outras visitas de Lula ao estado, houve convite formal, o que não aconteceu desta vez.
Não fui convidado para este evento. Toda vez que o Lula esteve aqui, eu fui convidado, mas não desta vez. Quem tem que explicar isso é o governo federal — declarou Mendes.
Questionado se o suposto “esquecimento” poderia estar relacionado à sua presença no ato ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Copacabana, no último dia 16 de março — ocasião em que defendeu anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro , o governador evitou polêmicas:
Se ele não me convida, eu não sou enxerido. Você vai a um evento que não é convidado? Ninguém vai — completou.