Empresário de 42 anos morre após ser esfaqueado durante discussão
MPF recomenda que Emanuel afaste Huark da Secretaria de Saúde
Procuradoria diz que prefeito de Cuiabá deve adotar medidas para reaver valores pagos a empresa
O Ministério Público Federal em Mato Grosso (MPF-MT) recomendou que o secretário municipal de Saúde de Cuiabá, Huark Douglas Correia, seja afastado imediatamente do cargo pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).
A assessoria da Prefeitura de Cuiabá afirmou que vai se manifestar por meio de nota.
Além do afastamento de Huark, o MPF pede a anulação das licitações que culminaram na contratação da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, a Sociedade Mato-grossense de Assistência em Medicina Interna Ltda (Proclin). O pedido do MPF também é para que os valores pagos nos contratos sejam devolvidos ao erário.
O MPF notificou o prefeito Emanuel Pinheiro para que não seja firmado nenhum tipo de contrato com a Proclin e com a Qualycare Serviços de Saúde e Atendimento Domiciliar LTDA, independente do modelo a ser adotado na gestão do no Pronto-Socorro de Cuiabá, quer por meio da Empresa Cuiabana de Saúde Pública ou de outra pessoa jurídica, quer na prestação direta dos serviços.
O prefeito de Cuiabá tem o prazo de 10 dias para informar o acatamento das recomendações e as medidas adotadas para seu cumprimento, com documentação comprobatória, a ser encaminhada ao MPF/MT.
O não atendimento das providências apontadas deve ser interpretado como descumprimento deliberado das recomendações e ausência de boa-fé administrativa, fundamentando juridicamente para que sejam tomadas as providências jurídicas necessárias com a mesma finalidade das recomendações, além de pedido por dano moral e coletivo, podendo ainda serem adotadas medidas de cunho criminal.
Operação Sangria
O secretário municipal de Saúde, Huark Douglas Correia, foi alvo da Operação Sangria, na manhã desta terça-feira (4), realizada pela Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), em Cuiabá.
De acordo com a Polícia Civil, a operação apura irregularidades em contratos de prestação de serviços médicos hospitalares, firmados com o município de Cuiabá e o governo de Mato Grosso.