AL desliga copeira suspeita de envolvimento com facção criminosa
Ela foi alvo do Gaeco, em investigação que apontou a cooptação de policiais penais pelas facções
A Assembleia Legislativa decidiu, nesta sexta-feira (19), afastar do cargo a servidora V.C.R.M., após ela ser acusada de integrar uma organização criminosa. A informação foi confirmada pela Secretaria de Administração e Patrimônio da Assembleia.
Conforme o site Primeira Página de Campo Grande (MS), a servidora afastada foi apontada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) do estado vizinho como uma das “cabeças” do Comando Vermelho que atua em Mato Grosso.
Ela foi presa na Operação Bloodworm, deflagrada no dia 5 de maio pelo Gaeco de MS, que investigou a cooptação de policiais penais para a entrada de aparelhos celulares em presídios.
Por meio de nota, o legislativo informou que a mulher prestava serviços como copeira terceirizada há cerca de quatro anos.
“Assim como procede em todos os casos de funcionários terceirizados, a Coordenadoria Militar da ALMT, à época da contratação, não encontrou nada que desabonasse sua vida pregressa em checagem social”, consta trecho da nota.
No entanto, por conta da investigação, ela foi substituída. “Embora com excelente conduta na rotina diária, foi solicitada a substituição da funcionária à prestadora de serviço”, diz outro trecho da nota.
A operação
A operação cumpriu 92 mandados de prisão preventiva e 38 mandados de busca e apreensão, em diversas cidades de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia e Brasília (DF).