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"Minha proposição é que a gente possa voltar quando todos estiverem vacinados", diz reitor da UFMT
Atualmente, são mais de 30 mil pessoas envolvidas na instituição
Após pouco mais de 11 meses de flexibilização das aulas na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), por conta do avanço da pandemia da Covid-19, ainda segue incerta a retomada presencial das aulas em todos os câmpus. Para o reitor da Instituição, Evandro Soares, o retorno está essencialmente ligado à vacinação de toda a comunidade acadêmica. Atualmente, são mais de 30 mil pessoas envolvidas na instituição, entre estudantes, professores e outros servidores.
Em março de 2020, todas as atividades presenciais foram suspensas em decorrência da chegada do coronavírus em Mato Grosso. A partir de junho do mesmo ano, após decisão do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe), as atividades foram retomadas de forma remota, com a utilização da plataforma AVA (Ambiente Virtual do Aluno). Entre críticas e movimentos contrários a aprovação da medida, desde então estudantes e professores tem se adaptado à nova realidade.
Para avaliar todo o desdobramento da pandemia, a universidade criou um comitê intitulado "UFMT contra o coronavírus". O grupo emite semanalmente informativos e relatórios sobre a situação epidemiológica das regiões onde a Universidade está inserida (Cuiabá/Várzea Grande, Araguaia e Sinop). De acordo com o último relatório, disponibilizado no dia 13 de maio, segue inviável a realização das atividades presenciais.
"Este Comitê recomenda restrição máxima para todas as atividades presenciais desenvolvidas conforme descrito nas Diretrizes citadas no item anterior até que estejamos novamente em momento epidemiológico propenso", descrevem no documento.
"De mamando a caducando"
Em entrevista para o Olhar Direto, Evandro reforçou que por conta da quantidade expressiva de pessoas pertencentes a comunidade acadêmica, há um alto risco envolvido no retorno das atividades. "Se todos nós voltarmos hoje de forma presencial, considerando um nível de contaminação da população em torno de 15%, são 4,5 mil pessoas contaminadas", pondera o gestor.
A falta de leitos de enfermaria e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) também pesam na decisão do reitor. De acordo com o último Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado de Mato Grosso (SES-MT), publicado neste sábado (29), o estado segue com 95,94% dos leitos de UTI ocupados.
Diante deste cenário, para Evandro não há outra alternativa a não ser esperar que toda a comunidade acadêmica seja vacinada. "Acredito que a gente precisa fazer essa discussão para entender qual o impacto das escolas e das universidades voltarem nesta pandemia sem que todos estejam vacinados. A minha proposição é sempre que a gente possa voltar quando todos estiverem vacinados, como diz minha avó, de mamando a caducando", finalizou.