Mulher fica ferida após cair de bicicleta elétrica em avenida de Sorriso
Mãe diz que coordenador de escola pediu para ela 'dar um jeito' no cabelo da filha
Nayara Oliveira diz que deve procurar a Justiça para denunciar o caso
Em uma publicação na internet, a mãe de uma aluna da rede municipal de Cuiabá diz que foi aconselhada pelo coordenador da escola para "dar um jeito" no cabelo da filha.
A menina, de 11 anos, segundo a mãe, Nayara Oliveira, tem sofrido bullying das colegas de classe por ter o cabelo crespo. A "sugestão" teria sido dada durante um telefonema do coordenador para a mãe, depois que a menina pediu para ir embora da escola.
Carlindo Rodrigues, coordenador da Escola Municipal Constância Figueiredo Palma Bem Bem, alegou que não orientou a mãe a ajeitar o cabelo da filha e que houve apenas um aconselhamento para melhorar a auto-estima da menina.
No post, Nayara relata que o coordenador sugeriu que ela "desse um jeitinho" no cabelo da filha como forma de evitar os constrangimentos e brincadeiras de mal gosto.
O coordenador negou que tenha dado a orientação para a mãe. "A aluna está passando por uma situação de constrangimento na sala de aula, por causa do cabelo. A conversa informal com a mãe foi para melhorar a auto-estima da menina", afirmou o coordenador Carlindo Rodrigues.
A unidade afirmou que inseriu projetos no currículo obrigatório dos alunos para combater o bullying e orientá-los a respeitar as diferenças.
Além da sugestão, o coordenador da escola, segundo a mãe, teria dispensado a menina da última semana de aula antes das férias para evitar os apelidos e o sofrimento da criança.
De acordo com a mãe, o problema é recorrente e a filha sempre chega em casa chorando. "Ela [a filha] não quer mais ir para a escola por causa do bullying e já estava faltando às aulas", disse.
"Que tipo de profissional é esse que ao invés de lutar contra o bullying sugere que eu adapte minha pequena às aparências de outras crianças, porque meia dúzia de crianças mal orientadas não têm capacidade de lidar com as diferenças", diz o trecho final da publicação.
A mãe da aluna afirmou que está em tratativas com um advogado e deve acionar a escola na Justiça.