Mãe de estuprador que matou criança teme por sua integridade física e de 4 filhos menores
Uma pessoa já ameaçou atear fogo na casa da vítima ou se vingar de algum familiar
Familiares de Jonathan Nicolas Duarte, de 20 anos, que responderá na Justiça por estuprar e matar Natalya Bianca Lima Gonçalves, de 8 anos, temem pela integridade física da mãe do acusado, de 43 anos, e de seus quatro irmãos menores que residem no bairro São José, em Sorriso.
Nesta manhã, a mãe de Jonathan foi à delegacia de Polícia Civil para comunicar que foram recebidas mensagens de uma pessoa que ameaçou atear fogo na casa dela ou “pegar” alguém da família para se vingar do crime.
Ao Portal Sorriso, um parente consanguíneo de Jonathan disse que familiares do acusado expressam profundo sentimento de pesar em relação à morte da pequena Natalya e não exime o desejo por justiça.
“Sim, ele tem que pagar. Mas o motivo do meu contato é que a família do Jonathan sofre uma possível ameaça a sua integridade física e patrimonial pelo que cometeu ele, fato esse que será investigado, o que não me parece justo uma vez que [a mãe dele] é uma mulher honesta, trabalhadora, cristã e que com certeza não criou seu filho para que se tornasse o que se tornou e cometer o crime bárbaro que cometeu”.
Segundo o parente, a mãe de Jonathan é solteira, trabalhadora e sempre lutou para sustentar seus filhos. “Não seria justo que por causa do erro de outra pessoa ela tenha que abandonar seu lar, seu emprego, sua vida, como se fosse ela uma criminosa. Em nome de toda família dela, quero dizer que queremos justiça, sim. Mas, quem deve arcar com as consequências não são os familiares do suspeito, e sim ele. Eu peço para que não culpem a família porque nós também estamos sofrendo pela família da criança Natalya”.
Foi informado, ainda, ao Portal Sorriso (PS), que a mãe de Jonathan não foi omissa e nunca tentou obstruir o trabalho da polícia e sempre colaborou com a investigação.
Conforme noticiado pelo PS, Jonathan foi preso no dia 8 de julho após estuprar e quebrar o pescoço de Natalya.
A menina estava sozinha em casa, dormindo, enquanto a mãe e o padrasto trabalhavam. O acusado, após usar drogas e beber, aproveitou que a vítima estava sozinha e cometeu o estupro na noite de quarta-feira (17).
O acusado ficou recluso no Centro de Ressocialização de Sorriso (CRS) e, por medidas de segurança, depois foi transferido para a penitenciária “Ferrugem”, em Sinop.
Veja, logo abaixo, na íntegra, a carta de apelo enviada por um familiar ao Portal Sorriso:
Venho através deste texto expressar meu profundo sentimento de pesar em relação a morte da pequena Natalya Bianca, a qual não conhecia, mas senti profunda tristeza em saber quão cedo se foi, e pela forma cruel a que foi submetida. O culpado, Jonathan Nicolas Duarte é meu parente consanguíneo, motivo este que não exime o meu desejo por justiça. Sim! Ele tem que pagar e estou preparada para o que Deus permitir que lhe aconteça, mas o motivo do meu contato não é este. O motivo do meu contato e que a família do Jonathan, sofre uma possível ameaça a sua integridade física e patrimonial pelo que cometeu ele (fato esse que será investigado), o que não me parece justo, uma vez que é uma mulher honesta, trabalhadora, cristã e que com certeza não criou seu filho para que se tornasse o que se tornou e cometer o crime bárbaro que cometeu. A mãe do Jonathan, assim como outros moradores do bairro São José, conseguiu sua casa com muito esforço e nela cria seus outros 4 filhos menores. Mãe solteira, trabalhadora, cristã, lutou a vida toda para dar um lar e alimentar seus filhos e não seria justo que por causa do erro de outra pessoa ela tenha que abandonar seu lar, seu emprego, sua vida como se fosse ela uma criminosa. Em nome de toda família dela aqui de Várzea Grande, quero dizer que queremos justiça sim! Mas quem deve arcar com as consequências não são os familiares do suspeito, e sim ele. Eu peço para que não culpem a família porque nós também estamos sofrendo pela família da criança Natalya, pela mãe e pelos irmãos do Jonathan que são crianças e também estão em choque, e peço que clamem por justiça, para que o real culpado seja punido e não uma família toda. Que fique claro que em nenhum momento, a mãe do Jonathan tentou obstruir o trabalho da polícia, bem como colaborou de todas as formas possíveis com a investigação e não compactua com a ação de dele.
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