Empresário ligado ao setor de mineração morre em grave acidente na BR-163 entre Sorriso e Sinop
Mato Grosso tem duas cidades entre as 10 com mais estupros do Brasil, revela Anuário
Mato Grosso lidera ranking nacional de estupros: Sorriso e Tangará da Serra estão entre as 10 cidades com maiores taxas do país
Dados do novo Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgados nesta quinta-feira (24), revelam um cenário alarmante para Mato Grosso: os municípios de Sorriso e Tangará da Serra figuram entre as dez cidades brasileiras com as maiores taxas de estupros registrados por 100 mil habitantes. A publicação considera os dados referentes ao ano de 2024.
Sorriso ocupa a segunda posição nacional, com 131,9 casos por 100 mil habitantes, ficando atrás apenas de Boa Vista (RR), que lidera com 132,7. No ano anterior, Sorriso ocupava o primeiro lugar do ranking, com uma taxa de 113,9, o que demonstra um aumento expressivo de casos, apesar da queda de uma posição.
Já Tangará da Serra apresentou um crescimento ainda mais preocupante. O município saltou da 45ª posição em 2023 para a 7ª em 2024, atingindo a marca de 99,5 estupros por 100 mil habitantes. Isso representa um crescimento de 67,2% nos números absolutos em relação ao ano anterior.
Além de Sorriso e Tangará, outros municípios mato-grossenses também aparecem entre os 50 com maiores índices: Sinop ocupa a 20ª posição (com 81,5 casos por 100 mil habitantes) e Cuiabá está em 43º (63,7 casos).
Segundo o Anuário, a média registrada no Brasil é de um estupro a cada seis minutos, sendo que a maioria das vítimas tem entre 0 e 13 anos, o que configura estupro de vulnerável. Os dados são baseados em registros das secretarias de segurança pública estaduais e das polícias civis, militares e federal.
A publicação, considerada uma das mais importantes do setor, reforça a urgência de políticas públicas voltadas à proteção de crianças, adolescentes e mulheres, além da necessidade de investimento em educação preventiva e estrutura de acolhimento às vítimas.
O cenário registrado em Mato Grosso expõe não apenas a frequência dos casos, mas a vulnerabilidade social e a insuficiência de ações efetivas de combate à violência sexual no estado.