“Se não tivesse levado meu filho ao hospital, ele teria morrido”, reclama mãe sobre atendimento na UPA de Sorriso
Segundo Paula, médicos da Unidade de Pronto Atendimento foram negligentes
Paula Santos respira aliviada após o seu bebê, de 10 meses, receber alta médica hoje depois de ficar seis dias internados em um hospital particular de Sorriso. Segundo ela, a criança “quase morreu por negligência médica na Unidade de Pronto Atendimento (UPA)".
Paula mora no bairro Santa Maria 1 e na semana passada levou o seu bebê ao posto de saúde do Pinheiros 3, onde a médica prescreveu os remédios e recomendou que ele foi levado à UPA. Segundo ela, o menino foi encaminhado a unidade na terça-feira (11) e, após o exame de raio-x, foi dito que era para seguir a medicação e ir para casa.
Porém, o bebê voltou a passar mal e Paula disse ter voltado à UPA pela segunda vez, onde o médico disse que ele não melhoraria com as medicações que estava tomando. “Ele falou, mãezinha, ele está com problema no pulmão, mas tomando remédio para dor de garganta. No outro dia, meu bebê passou mal e foi levado para a sala de reanimação e o médico disse que era preciso outro raio-x, e liberou para o tratamento em casa”.
No entanto, segundo Paula, o bebê não melhorou e ela precisou retornar à UPA. “Fiquei desesperada e chorando até que meu filho passou novamente pela médica que tinha atendido antes. Expliquei que ele estava passando mal. Ao olhar o raio-x ela disse que meu filho não tinha nada e que era coisa da minha cabeça. Disse que o pulmão estava limpo. Ela chamou outro médico, que também disse que não havia necessidade de internar”.
Com receio de que o filho tivesse o quadro ainda mais agravado, Paula disse que não teve outra saída a não ser internar o filho em um hospital particular na sexta-feira (14), onde foram constatados pneumonia aguda e bronquiolite. “Chegando lá, devido ao estado de saúde, o médico já colocou no oxigênio. A gente é pobre, não tem plano de saúde, e meu marido vendeu o carro pela metade do preço para pagar as despesas”.
Hoje, o bebê de Paula segue o tratamento em casa. Apesar do alívio, ela diz não esquecer o que seu filho passou. “A gente vendeu nosso carro, mas bem material a gente consegue, mas se nós não tivéssemos levado [para o hospital] ele teria morrido porque os médicos não quiseram encaminhar para o hospital regional”.
Quem desejar contribuir com a família, o PIX é o 04271316180, em nome de Francisca Paula de Sá Santos.
Outro lado
Segundo a assessoria da Prefeitura, ainda não foi recebida a denúncia, mas que o caso será apurado.