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Prefeitura de Sorriso ajusta bolsa de estagiários e mantém valores acima da média regional
O movimento dos estagiários da rede municipal de Sorriso ganhou força nesta segunda-feira (17), após o término da sessão na Câmara de Vereadores. A mobilização ocorreu em resposta à aprovação, por sete votos a três, do projeto que reduz a Bolsa Auxílio dos estagiários, medida que gerou insatisfação entre os profissionais. Nesta terça-feira, o secretário de Administração, Bruno Delgado, concedeu uma coletiva para esclarecer os motivos da decisão.
Segundo Delgado, a alteração foi resultado de um diálogo entre a Prefeitura, a Câmara de Vereadores e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais. O objetivo seria promover uma equiparação dos valores pagos em relação a outros municípios da região.
“Nossos estagiários estavam recebendo um valor muito acima do que é praticado regionalmente. Com essa mudança, a Bolsa Auxílio passará a ser de R$ 1.400,00, mais R$ 217,00 de auxílio transporte, o que ainda mantém Sorriso com valores 34% acima de Sinop, 34% acima de Lucas do Rio Verde, 7,8% acima do Ministério Público e 6,5% acima do Tribunal de Justiça”, explicou o secretário.
Antes da aprovação, os estagiários recebiam cerca de R$ 2.145,00. A nova proposta representa uma redução significativa, o que motivou o protesto que teve início ontem dia 17 de fevereiro.
Durante a coletiva, Delgado reconheceu a importância dos estagiários no apoio às atividades escolares, mas destacou que o funcionamento das unidades não pode ser comprometido.
“Já solicitamos à Secretaria de Educação que faça um levantamento das escolas e CEMEIs impactados pela ausência desses profissionais. Caso a greve persista, buscaremos alternativas para substituí-los e evitar prejuízos ao ano letivo”, afirmou.
A Prefeitura argumenta que a mudança foi necessária para ajustar o orçamento e garantir o reajuste dos servidores da educação, que receberam 12% de aumento, além do reajuste geral anual (RGA) de 7% para os demais servidores municipais.
Os estagiários alegam que a redução desvaloriza o trabalho desenvolvido nas escolas e impacta diretamente o atendimento, especialmente de alunos com necessidades especiais. O grupo promete manter a paralisação até que a Prefeitura reconsidere a decisão.
Até o momento, o Executivo mantém a posição de que o projeto foi aprovado com base em estudos técnicos e não deve ser revogado.