Justiça condena pai por matar filha de 4 anos asfixiada
Segundo o MP, Ricardo Krause matou a filha com um saco plástico em 2015
A Justiça condenou o autônomo Ricardo Krause Esteves Najjar por matar a filha Sophia Kissajikian Cancio Najjar, de 4 anos, asfixiada em dezembro de 2015 em São Paulo. O julgamento terminou no início da madrugada desta quinta-feira (1) no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo.
O réu foi condenado por homicídio doloso (quando há intenção de matar) duplamente qualificado. A pena foi de 24 anos e 10 meses de prisão. Ele também foi condenado por fraude processual, por ter alterado a cena do crime, pena fixada em seis meses de regime aberto.
Ricardo Najjar é acusado de cometer o crime no apartamento dele, no Jabaquara, Zona Sul de São Paulo. A criança foi encontrada asfixiada com um saco plástico na cabeça. Depois de apelações na Justiça para responder em liberdade, Ricardo Najjar foi preso e levado para a Penitenciária de Tremembé, no Vale do Paraíba, em março de 2017. Ele voltará para a penitenciária.
O julgamento começou na terça-feira (30) desta semana. Foram ouvidas cinco testemunhas de acusação e mais três de defesa.
Na saída do fórum, o advogado da mãe de Sofia disse que considerou a condenação justa.
“Achei justa a pena para uma conduta muito mais que injusta. Um crime bárbaro, brutal, covarde, cruel. Um crime marcado por muitos predicados negativos, o que a juíza realçou bem”, afirmou Alberto Toron, advogado de acusação.
O advogado de defesa diz que vai recorrer. “Continuamos absolutamente convencidos que se tratou mesmo de um acidente doméstico e nós vamos continuar brigando por esse resultado, agora em fase de recurso”, disse Antônio Ruiz Filho.
O crime
A menina morava com a mãe, mas passava alguns períodos com o pai. Foi no apartamento de Krause, na Zona Sul de São Paulo, que ela morreu, asfixiada com uma sacola plástica na cabeça.
O júri popular está previsto para começar às 10h desta quarta, no Plenário 7 do Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da capital.
O G1 não conseguiu fazer contato com a defesa do acusado para comentar o julgamento.