Adolescentes são apreendidos com 56 porções de drogas em Sorriso
Jovem mantida em cárcere privado com os filhos vivia como escrava sexual
Vítima de 18 anos contou que era agredida constantemente e obrigada a ter relações sexuais com o agressor
A jovem de 18 anos que era mantida em cárcere privado por um rapaz em Marília (SP), juntamente com os dois filhos, de 1 ano e sete meses e 2 anos, contou à polícia que os três eram agredidos constantemente e que ela era ameaçada e obrigada a manter relações sexuais com o agressor, Valdecir Júnior da Silva Bastos, de 25 anos, que está preso preventivamente.
O caso foi descoberto pela polícia após uma denúncia anônima. Os policiais foram até o endereço na Vila Hípica e encontraram a jovem e as crianças trancadas na casa. Havia uma corrente no portão presa com cadeado, virado para o lado de fora.
A jovem contou aos policiais que não tinha a chave e não podia sair de casa sem a companhia do homem. Segundo a delegada responsável pelo caso, a jovem e as crianças tinham sinais de agressão e a jovem estava bastante assustada.
“A vítima relatou que tanto ela como as crianças sofriam agressões físicas e psicológicas e ela relata também agressões sexuais, de que ela era obrigada a manter relações sexuais com o agressor”, explica a Viviane Sponchiado.
A delegada conta ainda que a jovem pediu ajuda. “A vítima estava muito abalada, para ela essa era a única vida que ela conhecia há anos. Ela reconhece a dificuldade que era sair daquela situação, sendo que ela não tinha renda, e nem para onde ir com dois filhos pequenos, mas quando nós chegamos ali, ela disse que precisava sair dali e que não aguentava mais ser agredida”, completa a delegada.
Estupro de vulnerável
Ainda de acordo com a polícia, a vítima disse que tinha o relacionamento com Valdecir há 8 anos, ela saiu de casa com 10 anos para viver com ele, que na época tinha 17 anos, com o consentimento dos pais.
“Ela não soube informar há quanto tempo era mantida presa dentro de casa. Mas, disse que teve os filhos na maternidade e desde então não saiu para mais nada, somente na presença do marido. As crianças inclusive não tomaram as vacinas que deveriam ter tomado e quando ela ou os filhos ficavam doentes, era o marido que saia e trazia os remédios.”