Jovem mantida em cárcere privado com os filhos vivia como escrava sexual
Vítima de 18 anos contou que era agredida constantemente e obrigada a ter relações sexuais com o agressor
A jovem de 18 anos que era mantida em cárcere privado por um rapaz em Marília (SP), juntamente com os dois filhos, de 1 ano e sete meses e 2 anos, contou à polícia que os três eram agredidos constantemente e que ela era ameaçada e obrigada a manter relações sexuais com o agressor, Valdecir Júnior da Silva Bastos, de 25 anos, que está preso preventivamente.
O caso foi descoberto pela polícia após uma denúncia anônima. Os policiais foram até o endereço na Vila Hípica e encontraram a jovem e as crianças trancadas na casa. Havia uma corrente no portão presa com cadeado, virado para o lado de fora.
A jovem contou aos policiais que não tinha a chave e não podia sair de casa sem a companhia do homem. Segundo a delegada responsável pelo caso, a jovem e as crianças tinham sinais de agressão e a jovem estava bastante assustada.
“A vítima relatou que tanto ela como as crianças sofriam agressões físicas e psicológicas e ela relata também agressões sexuais, de que ela era obrigada a manter relações sexuais com o agressor”, explica a Viviane Sponchiado.
A delegada conta ainda que a jovem pediu ajuda. “A vítima estava muito abalada, para ela essa era a única vida que ela conhecia há anos. Ela reconhece a dificuldade que era sair daquela situação, sendo que ela não tinha renda, e nem para onde ir com dois filhos pequenos, mas quando nós chegamos ali, ela disse que precisava sair dali e que não aguentava mais ser agredida”, completa a delegada.
Estupro de vulnerável
Ainda de acordo com a polícia, a vítima disse que tinha o relacionamento com Valdecir há 8 anos, ela saiu de casa com 10 anos para viver com ele, que na época tinha 17 anos, com o consentimento dos pais.
“Ela não soube informar há quanto tempo era mantida presa dentro de casa. Mas, disse que teve os filhos na maternidade e desde então não saiu para mais nada, somente na presença do marido. As crianças inclusive não tomaram as vacinas que deveriam ter tomado e quando ela ou os filhos ficavam doentes, era o marido que saia e trazia os remédios.”