Guedes depõe em 10 de novembro sobre offshore em paraíso fiscal
Convocação é da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, mas há requerimentos em pelo menos mais 3 comissões
Está marcado para 10 de novembro, na Câmara dos Deputados, o depoimento do ministro da Economia, Paulo Guedes, para prestar esclarecimentos sobre a empresa offshore que ele possui nas Ilhas Virgens Britânicas, no Caribe. A convocação foi acordada na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC), mas há pelo menos outras três comissões da Casa com requerimentos semelhantes.
Por isso, existe a possibilidade de aproveitarem uma única ida do ministro à Câmara para realizar a sabatina sobre o tema. A data estava alinhada com Guedes para atender a um convite da CFFC, que queria ouvir o economista a respeito de uma solicitação feita ao Ministério do Meio Ambiente para flexibilizar regras ambientais. O que a comissão fez foi priorizar a convocação, aproveitando a disponibilidade já confirmada pelo ministro para comparecer em 10 de novembro.
"Foi um acordo com a sugestão proposta pela própria bancada do governo", afirmou ao R7 o presidente da CFFC, Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ). O deputado disse que houve, inclusive, a proposta de adiantar a ida do ministro ao colegiado, mas foi necessário conciliar a agenda com as programações prévias.
No requerimento aprovado pela comissão no último dia 6, Guedes é convocado para explicar a manutenção da offshore. "É possível, em tese, que ele tenha feito investimentos que se provaram rentáveis devido às informações que ele naturalmente possui enquanto ministro de Estado ou, pior, que possa ter influído na política fiscal, monetária, creditícia ou cambial do país para tornar seus investimentos rentáveis", diz o texto, protocolado pelos deputados Kim Kataguiri (DEM-SP) e Paulo Ramos (PDT-RJ), com menção ainda à existência de indícios de crimes tributário e financeiro, conduta que enseja crime de responsabilidade ou ato de improbidade.
Tributação
Guedes tem defendido a licitude dos negócios em paraíso fiscal, afirmando que todas as declarações foram feitas e que não houve movimentação na empresa enquanto ocupa o cargo de ministro. No entanto, os deputados querem saber se, mesmo assim, não existiu conflito de interesses, no sentido de as políticas defendidas por Guedes beneficiarem o próprio negócio. Leia a matéria completa aqui, no R7, site da Record TV.