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Sorriso: redes se unificam e incluem proteção ao idoso e serviço de atendimento psicológico
Reunião foi realizada nesta quinta-feira
Uma reunião realizada no fórum de Sorriso, nesta quinta-feira, foi palco de uma ampla discussão com foco na resolução de problemas familiares, menos burocracia e mais eficiência. Foi assinado um termo para unificação das redes de proteção a mulher, criança e adolescente, além da inclusão de proteção ao idoso e serviço 24 horas de atendimento psicológico na delegacia de Polícia Judiciária Civil (PJC).
A promotora de Justiça, Maísa Fídelis Gonçalves Pyrâmides informou que a intenção é reprimir a revitimização, que é um fenômeno decorrente do sofrimento continuado ou repetido da vítima de um ato violento, após o encerramento deste, que pode ocorrer instantaneamente, dias, meses ou até anos depois.
a intenção, segundo a promotora, é que a rede, composta pelo Ministério Público, Polícias Militar e Civil, Assistência Social, Poderes Público e Judiciário, seja ainda mais treinada para que a vítima seja atendida corretamente nos órgãos para aplicação imediata das medidas protetivas. "Queremos estimular que as vítimas procurem a rede de apoio"
O juiz Anderson Candiotto informou que em Sorriso ainda não há uma rede regulamentada de proteção ao idoso, mas que a unificação das atuais redes existentes haverá mais eficiência para resolução de problemas familiares. "Com a rede unifica evita o retrabalho, para startar uma vez só o serviço para atender aquele núcleo. Com isso, somam conhecimentos e experiências entre as pessoas que trabalham individualmente nesses segmentos em prol da defesa desse público vulnerável e em prol de restabelecer naquele lar sem prejuízo dos direitos e integridade das pessoas que ali vivem".
O magistrado destacou que a incidência de violência contra a mulher, por exemplo, é alta em todos os municípios. Mas, em Sorriso, desde 2019, com a rede de proteção a mulher, foram criadas mais portas para o recebimento de denúncias, o que automaticamente aumentou o número de registros.
"Isso, embora reflita um estado deplorável de violência contra a mulher, demonstra que a rede está funcionando porque mais mulheres estão buscando a proteção dos seus próprios direitos", disse Candiotto.
Crianças e adolescentes
A Lei 14.344/22 estabelece medidas protetivas específicas para crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar e considera crime hediondo o assassinato de menores de 14 anos.
Conforme o juiz Anderson Candiotto, está sendo trabalhada em Sorriso a criação de uma patrulha para intensificar fiscalização das medidas de proteção de crianças e adolescentes.