Idoso nega crime e acusa genro pelo assassinato da esposa
À defesa, Severino Zanchin alega que o genro cometeu o crime e o atingiu
O idoso Severino Zanchin, de 89 anos, nega que tenha matado a esposa Lucinda de Oliveira, de 75 anos, e acusa o genro de ter cometido o crime e de ter tentado matá-lo. A defesa do aposentado, que segue em prisão domiciliar, diz que está sendo aguardada a conclusão das perícias.
Já o genro, a filha e a neta da dona Lucinda acusam o idoso do crime. Um dos advogados do idoso, Carlos Koch, disse que diante dessa divergência de informações, a defesa, em fase judicial, após a conclusão do inquérito policial, postulou por algumas diligências, como a reprodução simulada dos fatos, ocorrida ontem (leia aqui), pedido de perícia papiloscópica na faca para constatar as digitais e exame de corpo de delito no seu Severino.
"Seu Severino afirma que os fatos não se deram da maneira narrada pela sua filha Kátia, pelo seu genro Juliano, e pela sua Neta [de 13 anos]. Ele assevera que os fatos ocorreram na sala da residência, onde ocorreu discussão entre eles. Neste momento, Severino foi empurrado por sua filha e se apodera de uma faca que estava na estante. Sua filha Cátia tenta tomar essa faca do seu Severino e acaba sendo ferida na mão esquerda".
Ainda sobre o relato do idoso, o advogado disse que o genro da vítima interferiu na cena. "Ele consegue tomar a faca do seu Severino. Nesse instante, a dona Lucinda entra na cena com a cadeira para tentar apartar as partes e acabar com a confusão. O genro Juliano acaba por esfaquear por duas vezes o seu Severino. Após essas duas lesões iniciais provocadas no seu Severino, o genro Juliano, segundo seu Severino, teria esfaqueado a dona Lucinda. E após esfaquear ela, Juliano teria cravado a faca no abdômen do seu Severino".
Para o advogado, causa estranhamento o fato de a neta do seu Severino dizer que o idoso teria se autolesionado uma única vez. "Mas ele foi lesionado por três vezes. A defesa acredita na defesa do seu Severino e acreditamos que os fatos não aconteceram como narrado pelo seu Juliano, a filha Kátia e a neta".
Severino segue em prisão domiciliar, cujo habeas corpus ainda precisa ter o mérito julgado pelo Tribunal. A defesa acredita que o aposentado não será detido, até que ocorra o julgamento, devido à idade dele, estado de saúde debilitada e permanência da pandemia.
Conforme Koch, após a conclusão das perícias, elas serão analisadas pelo juiz Anderson Candiotto, e posteriormente deverá ocorrer audiência de instrução e julgamento. "Nós queremos que esses fatos sejam bem esclarecidos", disse, acrescentando descartar que Severino tenha tido surto psicótico, uma vez que não foi apontado problema mental em consulta com médico psiquiatra.
"Hoje seu Severino está lúcido e sempre mantém a mesma versão dos fatos. Então, seu Severino não tem problema mental e não houve surto psicótico por parte dele, e é uma pessoa primária, de bons antecedentes, que sempre morou em Sorriso, nunca esteve numa delegacia e que não oferece risco para ninguém na sociedade", finalizou a defesa.
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Confira AQUI a reportagem completa no Balanço Geral, programa da TV Sorriso.