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Sema desmonta garimpos ilegais que ameaçavam abastecimento de água em Peixoto e Matupá
Garimpo ilegal põe em risco a água de 50 mil pessoas
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) concluiu nesta segunda-feira (20) uma operação de fiscalização em rios da região de Peixoto de Azevedo, no norte de Mato Grosso, para coibir atividades de garimpo ilegal que colocavam em risco o abastecimento de água de cerca de 50 mil moradores. A ação foi deflagrada após recomendação do Ministério Público do Estado (MPMT), diante da ameaça iminente de contaminação dos mananciais utilizados para captação de água potável nos municípios de Peixoto e Matupá.
Durante a operação, iniciada na última sexta-feira (16), os fiscais da Sema inutilizaram nove motores a diesel utilizados em balsas garimpeiras incluindo um do tipo escariante , sete antenas de internet via satélite Starlink, duas caixas gravimétricas e oito barras de tubulação de seis polegadas, equipamentos característicos da extração ilegal de ouro. As multas referentes aos danos ambientais ainda estão sendo apuradas.
Segundo a Sema, todas as frentes fiscalizadas operavam sem qualquer tipo de licença ambiental, invadindo áreas de preservação permanente (APPs) e provocando intensa degradação ambiental. Os impactos incluem erosão das margens, assoreamento dos rios e lançamento de sedimentos diretamente no leito dos rios Peixoto, Peixotinho e Braço Norte. No caso do rio Peixoto, as atividades estavam sendo realizadas nas proximidades dos pontos de captação de água bruta das duas cidades, o que elevou a preocupação das autoridades sanitárias.
No ofício encaminhado à Sema, a Promotoria de Justiça de Peixoto de Azevedo destacou que as forças policiais têm registrado com frequência ocorrências ligadas ao garimpo ilegal em Matupá. “A situação é grave não apenas do ponto de vista ambiental, mas também da saúde pública, uma vez que a água consumida pela população é captada exatamente nesses trechos contaminados pelas atividades clandestinas”, pontuou o MPMT.
As investigações continuam e novas operações não estão descartadas. A Sema reforçou que ações de fiscalização e responsabilização seguirão sendo intensificadas para proteger os recursos hídricos da região.