Empresário de 42 anos morre após ser esfaqueado durante discussão
Governo pretende desligar neste ano 21 mil funcionários em sete estatais
Entre as estatais que já anunciaram PDVs estão Correios, Petrobras, Infraero e Embrapa
A Caixa Econômica Federal estuda reabrir um Programa de Demissão Voluntária (PDV) em junho com a meta de desligar cerca de 3 mil funcionários, segundo integrantes do Conselho de Administração do banco. A medida faz parte dos planos do governo de reduzir custos e melhorar o resultado das estatais. Nesta quinta, o Ministério da Economia anunciou em nota a autorização de sete PDVs, com a previsão de demitir 21 mil empregados das empresas públicas em 2019, com a previsão de economizar R$ 2,3 bilhões por ano. Outras quatro propostas estão sendo analisadas pela equipe econômica.
Entre as estatais que já anunciaram PDVs estão Correios, Petrobras, Infraero e Embrapa. Por questão estratégica, a Secretaria de Desestatização não divulgou os nomes das outras empresas que estão com PDVs aprovados. Segundo o secretário de Coordenação e Governança das Estatais, Fernando Soares, quem deve fazer esse anúncio são as próprias companhias.
“Cabe à gestão fazer um trabalho junto aos seus empregados para que o PDV seja melhor entendido por eles. É preciso que a área de Recursos Humanos da empresa e a diretoria mostrem os benefícios da adesão ao programa”, disse Soares em nota.
Ele destacou que o objetivo do PDV é reduzir custos, com aumento da produtividade das empresas estatais:
“As empresas estatais devem ter foco em eficiência, produtividade e economia de custos. Temos que primar por uma alocação eficiente do recurso. Toda a nossa ação é nesse sentido de melhorar a entrega dessas entidades para a sociedade brasileira”.
Procurada a assessoria de imprensa da Caixa não confirmou o novo PDV. Nas edições anteriores, foram desligados do banco quase dez mil empregados.
A assessoria do Banco do Brasil (BB) disse que não está nos planos a realização de programas de demissão voluntária. Mas, segundo fontes ligadas ao BB, existe essa possibilidade. A medida, contudo, não seria geral e sim direcionada para alguns setores, a fim de segurar funcionários mais qualificados. A última edição do programa foi realizada em 2016 e resultou em 9.400 adesões.
Ao todo, a União tem 135 estatais, com mais de 450 mil empregados.