“Nunca vi algo semelhante”, diz perito sobre corpo achado em formato de cruz
Corpo de Roger André da Silva, de 29 anos, foi encontrado cerca de 12 horas depois do homicídio
Habituado a cenas de crimes, o perito Daniel Soares revelou nunca ter visto nada parecido com o local onde Roger André Soares da Silva, de 29 anos, foi encontrado morto, no último final de semana, no Bairro Parque Cuiabá, na Capital.
O rapaz foi assassinado com mais de trinta facadas, e posicionado em formato de cruz após a morte. “Ele estava com os braços afastados do corpo e os pés esticados”.
“Essa posição não é algo comum de se encontrar, foi a primeira vez em 11 anos como perito criminal. Eu nunca tinha encontrado algo semelhante”, disse.
Segundo Soares, havia grande quantidade de sangue no quarto – onde Roger foi encontrado – e na garagem. O rapaz vestia apenas um par de meias e um short.
Além da posição pouco convencional, o assassino desenhou três cruzes na parede com o sangue da vítima, próximo de onde o corpo foi encontrado.
Conforme o perito, os golpes atingiram o tronco da vítima, sendo a maioria na região do pescoço e peito, e algumas no abdômen. Imagens retiradas do local revelam a brutalidade do crime.
As investigações
O corpo foi encontrado na noite de sexta-feira (22), dentro de uma residência, aproximadamente 12 horas após o crime ter sido cometido.
A Polícia civil identificou e está em busca do principal suspeito, que em 2017 já havia sido preso acusado de homicídio.
De acordo com relatos da Polícia Civil, Roger havia saído na noite de quinta-feira (21), quando conheceu o suspeito, um homem de 36 anos.
A Polícia acredita que após o encontro, o assassino tenha levado Roger, que era homossexual, para sua casa e então o matado a facadas.
Vizinhos relataram às autoridades que o local era um cômodo alugado pelo suspeito, dentro de uma residência do bairro.
Um parente do proprietário da casa - que está em viagem - foi quem acionou a Polícia informando sobre o corpo.
A perícia foi realizada no local e o corpo da vítima encaminhado ao IML da Capital.
As DHPP (Delegacia de Homicídios e de Proteção a Pessoas) segue investigando o caso.