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Corrida à direita: Tarcísio e Michelle despontam como herdeiros do bolsonarismo para 2026
Com Jair Bolsonaro (PL) fora da disputa presidencial de 2026 por estar inelegível, o cenário político começa a se desenhar em torno de quem ocupará o espaço deixado pelo ex-presidente no campo da direita. E, segundo a mais recente pesquisa Genial/Quaest, dois nomes surgem como favoritos: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).
Na amostra geral da população, Tarcísio aparece com 15% das intenções, seguido de perto por Michelle, com 14%. Ambos empatam tecnicamente dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. O empresário e influenciador digital Pablo Marçal (PRTB) figura logo atrás, com 11%.
Outros nomes, embora próximos do ex-presidente, ainda não demonstram força nacional. Eduardo Bolsonaro, por exemplo, tem apenas 4% das citações, ficando atrás de governadores como Ratinho Júnior (PSD), de Paraná, Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás — todos com 9%.
Mas é no eleitorado bolsonarista, aquele que votou no ex-presidente em 2022, que o cenário se torna mais claro. Michelle lidera com 26%, seguida por Tarcísio com 24%. Ambos representam, de formas diferentes, a continuidade do projeto político de Bolsonaro: ela com carisma popular e identificação direta com a base conservadora; ele, com o aval do próprio ex-presidente e trajetória técnica e administrativa.
Marçal aparece com 12% nesse grupo, enquanto Eduardo Bolsonaro sobe para 8%. O dado revela que, embora muito identificado com a imagem do pai, o deputado federal ainda não consolidou um projeto pessoal de alcance nacional.
Curiosamente, mesmo entre os eleitores de Lula, nomes como Tarcísio e Ratinho aparecem com 10% das menções como potenciais nomes da direita — um indicativo de que parte do eleitorado reconhece nesses políticos alguma viabilidade ou destaque nacional.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre 27 e 31 de março, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento confirma que, mesmo fora do páreo, o bolsonarismo segue vivo — agora em busca de um novo rosto para 2026.