Ex-presidiário confessa ter assassinado mulher que não quis 'transar'
O corpo de Danielli foi localizado nu, próximo do assentamento Bom Jardim
Ex-presidiário é acusado de matar com as próprias mãos a usuária de drogas Danielli Aquelina Rodrigues Daleffe, 36. Hélio Felipe Lopes Flores, 30, cometeu o crime oito dias depois de deixar a Cadeia Pública de Cáceres (225 km a oeste), cidade onde ocorreu o brutal assassinato.
O corpo de Danielli foi localizado nu, próximo do assentamento Bom Jardim, distante cerca de 12 km do perímetro urbano, na manhã do dia 22 de março. Os golpes provocaram afundamento da face e crânio da vítima.
Segundo o delegado Alex Souza Cuiabano, titular da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), Hélio executou a vitima com golpes, segurando uma pedra nas mãos. Ele foi preso nesta quinta-feira (30), em ação conjunta conjunto da Delegacia da Mulher, a Delegacia Especializada do Adolescente (DEA) e Divisão de Homicídios da 1° Delegacia.
Em depoimento, o suspeito confessou o crime. Disse que quando estava em um bar da cidade a vítima lhe pediu dinheiro para comprar drogas. Então Hélio lhe deu o dinheiro e a levou para comprar o entorpecente, imaginando que iria manter relações sexuais com ela. Entretanto, após usar a pasta base, a vítima passou a ter alucinações e não quis manter relações sexuais.
Danielli então convenceu Hélio a ir comprar mais drogas. Ele a levou para o local ermo e a matou, pois se sentiu lesado por ter dado os R$ 40 para compra das drogas e não ter feito sexo com ela.
Após confessar o violento crime, o assassino levou os policias civis até o local onde havia escondido as roupas da vitima. Além de todas as roupas foram encontrados alguns objetos pessoais de Danielli. O delegado Alex Cuiabano continua a investigar a participação de uma segunda pessoa no crime.
Daniele é natural de Jaciara e em decorrência da dependência química há alguns meses havia se mudado para Cáceres, onde era moradora de rua.
Segundo o delegado, a família informou que Daniele deixou três filhos menores e há anos lutava contra a dependência química. Ela já havia passado por várias internações e a última se estendeu por cerca de 90 dias. Mas sempre acabava recaindo e voltando para o mundo das drogas.