Estudante de medicina assassinada no Paraguai foi torturada e arrastada
O celular da vítima e a faca usada no crime foram levados da residência pelo suspeito
Novas informações sobre o caso da universitária Erika de Lima Corte, 29, que foi assassinada com 15 facadas na madrugada de segunda-feira (20), em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, onde cursava medicina, estão sendo apuradas pela polícia.
De acordo com informações do jornal Estadão, o corpo da estudante, que foi encontrado numa casa no bairro Mariscal Estigarribia, estava coberto por pano e com sinais de tortura.
As manchas de sangue avaliadas pela perícia indicam que o corpo possivelmente foi arrastado por todos os cômodos da casa.
Porém, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) ainda não foi finalizado. Na residência, o corpo da jovem apresentava duas perfurações profundas e ao menos 15 cortes pequenos no corpo.
Os sinais também indicam tortura, já que a mulher vestia camiseta, calça e uma roupa íntima estava ao lado do corpo.
Por enquanto, nenhum suspeito de cometer o crime foi preso. Duas pessoas estão na mira da polícia: um estudante brasileiro, que foi namorado Erika e não se conformava com a separação e também um eletricista paraguaio que realizou serviço na casa.
O celular da vítima e a faca usada no crime foram levados da residência pelo suspeito.
Caso
A vítima é filha do ex-prefeito de Pontal do Araguaia (512 Km ao sul de Cuiabá), Raniel Corte.
O corpo foi encontrado dentro de um quarto, pela amiga que acionou a polícia. Na tarde de ontem, o corpo seguiu para Pontal do Araguai, onde será velado. Os familiares da jovem foram até a cidade para autorizar o translado.
Pedro Juan Caballero faz divisa com Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul. A cidade paraguaia tem sete faculdades de medicina e é procurada por estudantes brasileiros por causa do custo menor dos cursos.