Enfermeiro será indiciado por homicídio triplamente qualificado
Delegada Juliana Palhares disse que deve encerrar inquérito na próxima quinta-feira (23)
A delegada Juliana Palhares, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou nesta segunda-feira (20) que vai indiciar o enfermeiro Luiz Otávio Silva, de 25 anos, por homicídio triplamente qualificado.
Ele foi preso em flagrante e confessou ter assassinado a facadas a sua ex-namorada, a estudante de Direito Ivone Oliveira Gomes, de 24 anos, no Bairro Osmar Cabral, em Cuiabá, na última quarta-feira (15).
Luiz Otávio está detido no Centro de Ressocialização da Capital (CRC). “Devo finalizar as investigações até a próxima quinta-feira (23) e em seguida encaminhar o processo para o Fórum de Cuiabá. Ele será indiciado por homicídio triplamente qualificado, pelo crime de feminicídio com motivo fútil e sem dar condições de defesa para a vítima.”, disse a delegada.
Do Fórum de Cuiabá, o processo deverá ser remetido ao Ministério Público Estadual (MPE), para que um promotor de Justiça denuncie o enfermeiro pelo crime.
Logo depois, o procedimento será levado para análise da juíza da Décima Segunda Vara Criminal, Maria Aparecida Ferreira Fago. Se a magistrado acatar a denúncia, Luiz Otávio Silva passará a ser réu.
O crime de homicídio triplamente qualificado prevê pena de 12 a 30 anos de reclusão.
Conforme a delegada, o enfermeiro passou por uma audiência de custódia no Fórum na última sexta-feira (17) e teve a prisão em flagrante convertida para prisão preventiva.
O caso
Ivone foi assassinada a facadas dentro da própria quitinete, após chegar da faculdade, na quarta-feira (15), por volta das 22h.
O enfermeiro foi preso na manhã de quinta-feira (16), próximo ao Várzea Grande Shopping.
Em depoimento a Polícia Civil, ele contou que empurrou a estudante em sua cama, onde a agrediu várias vezes. Logo em seguida, começou a sufocá-la.
“Sentei com minhas duas pernas por cima dela e abri meus braços para que ela não se movimentasse. Foi quando coloquei meus dois polegares no processo de sufocamento. Ela só chegou a desmaiar depois que houve a hemorragia interna”, disse.
Luiz Otávio relatou que, após o sufocamento, notou que a pressão arterial da estudante tinha diminuído. Porém, como ela ainda dava sinais de consciência, ele disse ter dado um soco no olho de Ivone e batido a cabeça dela contra a parede.
“Quando notei uma possível perda de lucidez, peguei a faca, retornei e furei na região da carótida, que é uma veia que vai até o coração. Contei 5 segundos, deu hemorragia interna dela e o coração parou. Com essa mesma faca, cortei a região da traqueia, mas a faca entortou e não consegui cortar a região da laringe”, detalhou ele, de forma precisa e com total frieza.
A Polícia Civil acredita que o enfermeiro cometeu o crime por não aceitar o fim do namoro, que durou dois anos, além da desconfiança de que Ivone pudesse estar se relacionando com outra pessoa.