Empresa de traficante é suspeita de sonegar R$ 101 milhões em MT
CPI da Renúncia e Sonegação suspeita que traficante seja "sócio" de empresa de fachada
A CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal da Assembleia Legislativa aprovou nesta quarta-feira a convocação de Paulo Bernardo Campos, sócio proprietário da empresa Folha Verde Comércio de Grãos Ltda. Paulo está preso preventivamente na cadeia do Capão Grande, acusado de tráfico de drogas e assassinato.
O requerimento de convocação foi encaminhado ao juiz da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, Otávio Vinícius Alves Peixoto, que deverá marcar a data da oitiva. A tendência é de que o depoimento seja colhido na próxima semana.
A empresa de Paulo é suspeita de sonegar R$ 101 milhões em ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Enquadrada no regime especial de tributação, existe ainda a acusação de ser “empresa de fachada”.
Em diligência externa, membros da CPI encontraram no endereço cadastrado a empresa Mira Grãos. O responsável por esta empresa já foi convocado pela comissão, mas não compareceu as oitivas. Ele deve ser conduzido coercitivamente para uma sessão.
Presidente da CPI, o deputado estadual José Carlos do Pátio (SD) afirmou que outros empresários também suspeitos de sonegação tem passagens pela polícia. Os crimes cometidos por eles são roubo, tráfico e homicídio.