Mulher fica ferida após cair de bicicleta elétrica em avenida de Sorriso
Fiocruz não recomenda retomada de eventos com aglomeração
Fundação Oswaldo Cruz destaca que retomada só deve ocorrer quando 80% da população estiver completamente vacinada
O Boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) não recomenda a retomada irrestrita de eventos com aglomeração antes que 80% da população brasileira esteja completamente vacinada, seja com as duas doses de uma vacina ant-Covid ou com um imunizante de dose única.
De acordo com o Localiza SUS, plataforma do Ministério da Saúde, apenas 56% da população está com o esquema vacinal completo. Para os pesquisadores responsáveis pelo boletim, a meta de imunização deve incluir crianças e adolescentes.
“Vale lembrar que a população de adolescentes, pelo tipo de comportamento social que tem, é um dos grupos com maior intensidade de circulação nas ruas e convive com outros grupos etários e sociais mais vulneráveis. Por isso, é equivocado pensar que, com a população somente adulta coberta adequadamente, a retomada irrestrita dos hábitos que aglomeram pessoas é possível”, afirmaram por meio de nota.
Os cientistas também destacam que países do Leste Europeu e os Estados Unidos vêm apresentando surtos de Covid-19 em decorrência da baixa cobertura vacinal, o que, para eles, deve ser evitado no Brasil.
“A recomendação é de que, enquanto caminhamos para um patamar ideal de cobertura vacinal, medidas de distanciamento físico, uso de máscaras e higienização das mãos sejam mantidas e que a realização de atividades que representem maior concentração e aglomeração de pessoas só sejam realizadas com comprovante de vacinação”, ressaltaram.
Números da pandemia
Segundo o Boletim do Observatório Covid-19, o cenário brasileiro ainda é de estabilidade das taxas de transmissão do vírus Sars-CoV-2. Dados da semana epidemiológica 43, período entre 24 e 30 de outubro, indicam uma redução diária de 0,7% do número de novos casos.
O número de óbitos, no entanto, registrou 0,4% de redução, uma velocidade menor depois de 14 semanas de redução acelerada e sustentada com velocidade de 1 a 2 %. A Fiocruz destaca que, embora o registro de casos e de mortes por Covid-19 se mantenha em trajetória descendente, a taxa de positividade dos testes de diagnóstico permanece alta.
“O que pode ser atribuído à exposição ao vírus e à presença de indivíduos fora de casa. O Índice de Permanência Domiciliar mostra, por exemplo, que há mais pessoas nas ruas do que antes da pandemia”, ressalta o boletim.
A taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para adultos no SUS se mantém em patamares inferiores a 50% na maior parte dos estados do país, com exceção do Espírito Santo, que permanece na zona de alerta intermediário com 67% de ocupação. Apenas dois estados registram aumento expressivo: Pará (34% para 47%) e no Rio Grande do Norte (41% para 50%).