Empresário morre após grave acidente com motocicleta esportiva na BR-163 entre Sorriso e Sinop
Secretárias, chefe de gabinete e empresário são alvos de operação por desvio de dinheiro em prefeitura
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta quarta-feira (19), a operação Corrupção Delivery, para o cumprimento de 22 policiais policiais de prisão, buscas e apreensões, sequestro e bloqueio de bens e afastamento de cargas de investigados por desvio de dinheiro na Prefeitura de Rio Branco (a 356 km de Cuiabá). Entre os quatro alvos, duas mulheres foram presas, são elas as secretárias de finanças e administração, Marilia Pereira e Kelly Elenice Freres Coqueiro.
Além das duas secretarias, são cumpridos mandados de busca e apreensão contra o procurador e chefe de gabinete do prefeito André da Conceição Paiva e o empresário Jussemar Rebuli Pinto.
Segundo a Polícia Civil, os envolvidos no esquema são investigados por delitos de associação criminosa, peculato, falsidade ideológica e lavagem de capitais. Além das ordens judiciais, os servidores municipais também foram afastados judicialmente dos respectivos cargos.
Conforme investigação, em conluio, o grupo desviou recursos da prefeitura com o lançamento e pagamento de serviços não realizados por meio de notas fiscais privativas pelas empresas de Jussemar., que também é investigado pela Polícia Civil por um esquema que fraudou concurso público da Prefeitura de Mirassol d'Oeste.
Modus Operandis
Os suspeitos atuavam em um esquema que funcionava em uma espécie de sistema de entrega, pois os secretários envolvidos entravam em contato via telefone com o empresário JRP, encomendavam uma nota fiscal indicando o falso serviço a ser lançado e depois recebiam os valores em conta de terceiros.
“Ou seja, não tinha serviço de fato prestado. Tudo era falsificado para realizar o desvio de recurso público”, destacou o delegado responsável pela investigação, Jean Paulo.
Investigação
De acordo com a assessoria, a Polícia Civil encontrou as primeiras expressões do esquema a partir de informações prestadas em um inquérito da Delegacia de São José dos Quatro Marcos que apurou o homicídio do advogado e empresário Francisco de Assis da Silva, assassinado em 11 de outubro de 2021 naquela cidade. JRP, foi indiciado como mandante e preso preventivamente em ocorrência das investigação do homicídio, sendo posteriormente solto por meio de habeas corpus.
Na análise de conteúdo extraído de celular apreendido pela Polícia Civil com JRP, uma equipe investigativa encontrou fatos que evidenciaram crimes contra a administração pública de Rio Branco. A Justiça autorizou o compartilhamento de informações do inquérito de São José dos Quatro Marcos com a Delegacia de Rio Branco.
JRP é proprietário/sócio de diversas empresas que prestam serviços para diversas prefeituras da região Oeste, inclusive, a prefeitura de Rio Branco. A Polícia Civil apurou que ele atua no ramo de licitações e contratos com a administração pública, prestando serviços, especialmente, em áreas administrativas a concursos públicos, serviços de engenharia, fornecimento de softwares, fornecimento/licenciamento de sistemas de gerenciamento de contabilidade, tesouraria, tributos, entre outros.
A investigação indicou que JRP conversava de forma habitual com pessoas administrativas à administração pública municipal de Rio Branco. Na análise dos áudios e mensagens de texto extraídas do celular do investigado, a equipe constatou uma relação policial claramente estável e permanente entre ele e os servidores públicos da prefeitura para a prática de crimes contra o erário.