Trabalhador fica em estado grave após sofrer descarga elétrica de alta tensão em Sorriso (MT)
Evandir Prezotto: um homem de fé que se despediu segurando o terço
Lucas do Rio Verde se despediu ontem, sexta-feira (22), de um de seus pioneiros mais queridos: Evandir Prezotto, de 79 anos, vítima de um grave acidente na BR-163, entre Sorriso e Lucas. O velório aconteceu na Paróquia Menino Deus e o sepultamento foi realizado à tarde, no Cemitério Municipal Jardim da Paz.
Nascido em Sarandi (RS), Evandir chegou a Lucas em 1980, quando o município ainda dava seus primeiros passos. Casado há 49 anos, deixou dois filhos e três netos. Mais do que um pioneiro que ajudou a construir a cidade, era reconhecido como um homem de fé, dedicado à comunidade católica. Por muitos anos atuou como sacristão e ministro da Eucaristia na Igreja Nossa Senhora do Rosário de Fátima.
O detalhe que marcou sua partida foi revelado por quem esteve no local do acidente: Evandir segurava em sua mão esquerda um terço, símbolo de oração e devoção a Maria, mãe de Jesus. Mesmo após o violento impacto, o sacramental permaneceu intacto em suas mãos, como um sinal de sua vida inteira pautada pela espiritualidade e confiança em Deus.
Ao lado de sua fé, também deixa o exemplo de dedicação à família e à comunidade. A Prefeitura de Lucas do Rio Verde e a 6ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/Sinop), da qual sua filha, doutora Mayara Broch Prezotto, faz parte, emitiram notas de pesar e solidariedade aos familiares.
O acidente também vitimou o jovem Dener Cristhian Lirani, agrônomo e técnico agrícola que trabalhava há cerca de um ano e meio em Sorriso, vindo do Paraná.
A despedida de Evandir é carregada de dor, mas também de esperança cristã. Para os que o conheceram, fica a lembrança de um pioneiro que construiu sua história com simplicidade, amor e oração. Ele perdeu a vida em uma colisão frontal entre o Hyundai HB20 que dirigia e uma Fiat Strada, pertencente a uma empresa do setor agro. O impacto foi violento e também vitimou o condutor da Strada, o agrônomo Dener Cristhian Lirani, que trabalhava em Sorriso há cerca de um ano e meio. Mesmo diante da tragédia, o terço em suas mãos se tornou símbolo de sua última oração e de uma vida marcada pela fé.