"Desconfie de interesse repentino e nunca envie nudes", alerta delegado
Bandidos ameaçam divulgar fotos íntimas para conseguir dinheiro; crimes aumentaram na pandemia
A pandemia da Covid-19 aproximou a população das tecnologias e, consequentemente, abriu margem para que criminosos se aproveitassem do distanciamento das redes para fazer vítimas virtualmente. Uma das modalidades mais populares é a extorsão feita por falsos namorados, que enganam as vítimas e ameçam divulgar fotos íntimas para conseguir dinheiro.
O delegado da Delegacia de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), Ruy Guilherme Peral, explica de que modo homens e mulheres podem identificar e se previnir dessas extorsões, denominadas "sextorsão".
"Seja extorsão ou as invasões dos dispositivos informáticos, elas ficaram mais expostas. E, obviamente, os criminosos acabaram migrando de meio de atuação para o meio informático em razão, inclusive, de eles terem aquela sensação de impunidade. No entanto, eu ressalto que a internet não é terra sem lei", afirma.
O delegado ainda comenta que homens acima de 50 anos são as principais vítimas da sextorsão, mas destaca que mulheres ultimamente também estão sendo alvos do chamado "golpe do amor". Nessa modalidade a vítima é enganada pelo falso namorado que finge morar no exterior para conseguir ficar com seu dinheiro.
Contra estes crimes, Peral diz que um dos pontos mais importantes é não registrar e compartilhar conteúdo íntimo na internet, mesmo que acredite que seja para uma pessoa de confiança. No mundo online, a atenção e desconfiança precisam ser constantes.
"A primeira dica é não registrar e nem compartilhar imagens de cunho sexual, ou contendo cena de nudez. Segundo, desconfie sempre de repentino interesse amoroso de pessoas estranhas", explica. Confira entrevista na íntegra aqui.