Júlio Campos aparece ao lado de piloto após pouso forçado de avião em MT
Deputado aciona Justiça contra tramitação de parecer favorável às contas do governo
Zeca Viana (PDT) alega que rito previsto no Regimento Interno foi desrespeitado
O deputado estadual Zeca Viana (PDT) entrou com um mandado de segurança no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) contra a tramitação do parecer favorável às contas do governador Pedro Taques (PSDB), referente ao exercício de 2016, que ocorreu na Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária.
As contas do exercício de 2016 foram aprovadas ontem pela comissão. Por unanimidade, os deputados presentes aprovaram o relatório do deputado Saturnino Masson (PSDB), relator das contas, que era favorável à aprovação.
Zeca Viana havia apresentado um voto separado, reprovando as contas do governo, acompanhando um parecer do Ministério Público de Contas (MPC), que sugeriu a abertura de um processo de impeachment contra o governador Pedro Taques por falhas identificadas nas contas.
Ele alega, no mandado de segurança com pedido de liminar, que a condução dos trabalhos pelo presidente da comissão, deputado Wilson Santos (PSDB), foi feita de forma irregular e desrespeitou o Regimento Interno da Assembleia Legislativa (ALMT).
Isso porque a reunião extraordinária para apreciar a tramitação foi convocada com urgência, o que não estaria previsto no regulamento do Legislativo. Conforme o parlamentar, a reunião teve duração de cerca de 9 minutos, com o intuito único de aprovar o parecer das contas.
Além disso, Viana disse que, mesmo após o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) apontar irregularidades, a aprovação das contas foi feita sem debate, com a cópia do processo ausente nos gabinetes, sem o processo físico estar na comissão e ainda com o pedido de vistas ao deputado Silvano Amaral (MDB).
O deputado também questiona o fato de a comissão de orçamento não ter apreciado seu voto separado, contrário à aprovação das contas.
Irregularidades
Segundo Viana, um parecer do conselheiro Valter Albano apontou a existência de 18 irregularidades graves e uma gravíssima nas contas de 2016 do governo, com notificação para corrigir as ilegalidades. O Tribunal de Contas do Estado (TCE), porém, emitiu parecer favorável à aprovação das contas do governo.
Entre as irregularidades estão a extrapolação do limite de gastos com pessoal - de acordo com o que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) -, a ausência de informações exigidas na Lei de Acesso à Informação no Portal da Transparência e a não realização das audiências públicas para apresentação dos relatórios da área de Saúde, relativamente ao 1º e 3º quadrimestres de 2016.
O cancelamento de restos a pagar processados na ordem de R$ 1.092.456,89, sem comprovação do motivo, também foi apontado pelo conselheiro, bem como a ausência de repasse do co-financiamento da Atenção Primária à Saúde para os municípios, referente aos meses de novembro e dezembro de 2016.
De acordo com o parlamentar, também foram apontados pelo TCE atrasos nos repasses de parcelas do ICMS aos municípios e a realização de empréstimos entre órgãos, que teriam ultrapassado o exercício financeiro e gerando passivos entre os órgãos estaduais.