Dentista morre após ser baleado em assalto na capital
Bairro é o mesmo onde casal de advogados foi mantido refém na última sexta-feira
Um dentista de 60 anos, identificado pelas iniciais J.B., morreu na tarde desta quarta-feira (21) após ter sido baleado no tórax durante uma tentativa de assalto pela manhã no Bairro Jardim Tropical.
A morte foi confirmada pela assessoria de imprensa do Pronto-Socorro.
A vítima foi surpreendida pela dupla de assaltantes em sua residência, próximo ao local onde um casal de advogados foi mantido refém por dez horas na última sexta-feira (21).
Conforme informações preliminares da assessoria da Polícia Militar, o homem foi abordado por dois bandidos armados dentro da garagem, quando ele saía do carro. A dupla anunciou o assalto, pedindo pelo veículo.
Em dado momento, um dos assaltantes atirou em seu tórax. Os dois bandidos conseguiram fugir em seguida sem conseguir levar o carro.
Testemunhas que passavam pelo local acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para socorrer o dentista. O homem foi atendido consciente e encaminhado ao Pronto-Socorro Municipal.
Entretanto, o dentista não resistiu ao ferimento e morreu por volta das 14 horas.
Policiais realizaram rondas pela região, mas não conseguiram localizar os assassinos.
O bairro tem sofrido com uma onda de violência nas últimas semanas. Na segunda-feira (24), a reportagem andou pela região e conversou com moradores, que revelaram a rotina de apreensão por causa dos roubos.
O assalto
Conforme a Polícia Militar, os criminosos invadiram a casa dos advogados Mario Ribeiro de Sá, de 71 anos, e Elvira Francisca de Oliveira, de 54, por volta de 4h da sexta-feira (21).
Após conseguirem entrar na residência, eles usaram uma faca da própria casa para render o casal.
Policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e da Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) foram acionados e tentaram negociar a soltura do casal e, consequentemente, a rendição dos assaltantes.
Durante a negociação, os criminosos fizeram algumas exigências aos policiais. Eles pediram cigarros, a presença de advogado e que as viaturas da polícia que estavam em frente à residência saíssem do local, para que pudessem fugir.
Por volta de 14h, os criminosos se entregaram à polícia. O cárcere durou 10 horas