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Delegado diz que fraude deveria ter sido percebida, mas provas descartam participação de Rosa Neide
Os questionamentos em relação ao nome de Rosa Neide surgiram após ser confirmada a prisão de ex-secretário
O delegado titular da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra Administração Pública (Defaz), Anderson Veiga, afirmou que as provas encontradas durante as investigações da 'Operação Quadro Negro', que apura o desvio de R$ 10 milhões, não apontam para a participação da deputada federal Rosa Neide (PT), secretária de Educação (Seduc) à época dos fatos. Porém, o delegado Luiz Henrique Damasceno, comentou que era algo que deveria ter sido percebido.
Os questionamentos em relação ao nome de Rosa Neide surgiram após ser confirmada a prisão do ex-secretário adjunto da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Francisvaldo Pereira de Assunção, que também foi detido na ‘Operação Fake Delivery’, ocasião em que foi cumprido mandado de busca e apreensão na casa da parlamentar.
Porém, a polícia deixou claro que nenhuma das provas coletadas no curso da investigação comprovaram participação da ex-secretária. "Nós investigamos fatos e não pessoas. Não tem provas que apontem para a deputada. O contrato foi feito pelo extinto Centro de Processamento de Dados do Estado (Cepromat)”, disse o delegado Anderson Veiga.
“É algo que deveria ter sido percebido. Mas não posso dizer que ela tenha envolvimento, porque as provas não apontaram isto”, acrescentou o delegado Luiz Henrique Damasceno, que atuou na investigação.
Sobre a participação de Francisvaldo no esquema, a polícia informou que, assim como na questão da ‘Operação Fake Delivery’, ele atestou a entrega de produtos que não chegaram ao destino. Entre as compras efetuadas, estavam softwares piratas e materiais com conteúdos de uma cidade do interior de São Paulo, que nada tem a ver com Mato Grosso.
Questionado se achava estar sendo perseguido, durante a sua chegada na sede da Defaz, o ex-secretário adjunto da Seduc sorriu e respondeu: “Gostei da pergunta, gostei da pergunta”.
Fake Delivery
As investigações da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Administração Pública (Defaz) apontam contradições no depoimento da ex-secretária de Estado de Educação, Rosa Neide Sandes de Almeida (PT), quanto à aquisição de materiais escolares destinados à educação indígena. A Polícia Civil apura o destino de mais de R$1,1 milhão e materiais supostamente entregues durante a gestão da hoje deputada federal.