Dados revelam que tarde "vazia" motivou novo horário na Prefeitura de Sorriso
Justiça condena professor por importunação sexual contra aluna em escola de Nova Mutum
Crime ocorreu em 2022 dentro de escola estadual; condenado recebeu pena de dois anos e três meses e poderá recorrer em liberdade
Um professor de Matemática foi condenado pela Justiça de Mato Grosso pelo crime de importunação sexual cometido contra uma aluna da Escola Estadual José Aparecido Ribeiro, em Nova Mutum, município localizado a 264 quilômetros de Cuiabá. Identificado pelas iniciais J. A. de S., o educador recebeu pena de dois anos e três meses de reclusão, a ser cumprida em regime aberto, com direito de recorrer em liberdade.
Os fatos ocorreram em junho de 2022 e foram apurados a partir de denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual, por meio da 1ª Promotoria de Justiça Criminal da comarca. Conforme consta no processo, o professor praticou ato de cunho sexual sem o consentimento da estudante, aproveitando-se da relação de confiança e da posição de autoridade dentro do ambiente escolar.
De acordo com a denúncia, a aluna havia solicitado auxílio para resolver uma atividade em sala de aula quando o professor se aproximou e, de forma inadequada, tocou seu ombro, descendo a mão até a região do seio. A conduta foi considerada ato libidinoso e enquadrada como importunação sexual.
Ao proferir a sentença, o magistrado ressaltou que, em crimes contra a dignidade sexual, o depoimento da vítima possui especial valor probatório, sobretudo quando é firme, coerente e amparado por outros elementos. No caso analisado, além do relato da estudante, colegas de sala confirmaram comportamentos recorrentes e inadequados do professor, como comentários sobre a aparência das alunas e atitudes que contribuíam para a normalização do assédio no ambiente escolar.
A decisão judicial reforça a necessidade de enfrentamento rigoroso a práticas abusivas no espaço educacional, destacando a responsabilidade de proteção aos estudantes e a importância da denúncia para a responsabilização de condutas que violem a dignidade e a integridade das vítimas.