"Fui acusado sem nunca ter tocado um dedo em minha esposa", diz jornalista
Apresentador Lucas Ferraz divulgou carta se defendendo; ele diz que jovem sofre de grave ansiedade
O apresentador de TV Lucas Ferraz divulgou uma carta aberta em suas redes sociais negando que tenha agredido a esposa Katrine Gomes, de 20 anos. Na publicação, Ferraz afirmou que a jovem sofre de grave crise de ansiedade e que ele foi acusado injustamente por pessoas que nem sequer presenciaram a suposta ação.
Katrine teria sido agredida no último sábado (17) após uma confraternização em Tangará da Serra. Na carta, Ferraz afirmou que conheceu a esposa quando ela tinha 16 anos e que nunca a agrediu. "Fui apontado por alguns como “agressor” sem nunca ter tocado um único dedo em minha esposa, ou qualquer outra pessoa", disse.
O apresentador ainda afirmou que se manteve até então em silêncio em respeito à mulher, que é diagnosticada com ansiedade grave. Ele disse que foi julgado injustamente por “supostas testemunhas” que não chegaram a presenciar o que de fato aconteceu. Conforme ele, no dia do episódio, logo após a agressão, pessoas se aproveitaram da vulnerabilidade de Katrine para filmá-la e gravá-la.
Conforme ele, sua esposa foi “induzida” a dizer o que falou. “Eu fui acusado por supostas testemunhas que não presenciaram absolutamente nada lá no local, onde achei que estava diante de amigos. Eu jamais gritei ou levantei a voz para minha esposa”, disse.
“Mas como bem foi divulgado em áudios gravados sem conhecimento ou consentimento da minha esposa, que naquele momento estava psicologicamente abalada após tomar a medicação e sequer recorda daquilo que foi falado. Os supostos 'amigos' deixaram clara a real impressão sobre mim [...] Naquele momento em que gravavam ela, minha esposa parecia estar sendo entrevistada, onde pessoas tentavam empurrar uma história que ela teria que repetir e repetiu sem se dar conta”, emendou.
Um áudio atribuído a Katrine detalha o que houve na noite de sábado. Na gravação de pouco mais de seis minutos, feita no sábado, ela demonstra temor em relação ao marido, principalmente por conta de sua "influência".
Quanto a isso, Ferraz afirmou que fez questão que a jovem fosse à delegacia e contasse toda a versão da história. Em depoimento à Polícia, ela negou que tenha sido agredida pelo esposo e afirmou que se automutilou. Para a Polícia Civil, no entanto, os ferimentos não condizem com automutilação.
“A todo o momento pareciam duvidar do depoimento da pessoa que seria a suposta vítima, chegaram a chamá-la de mentirosa, exatamente com essas palavras. Queriam forçá-la a fazer uma acusação ou confissões a qualquer custo”, narra o apresentador, que ainda disse que não chegou a ser intimado para prestar depoimento sobre caso.
Ameaças de morte
Em outro trecho da carta, Ferraz afirma que chegou a ser ameaçado de morte após a suposta agressão vir à tona. De acordo com o apresentador, no domingo (18), horas depois do episódio, ele saiu com Katrine com o intuito de fazê-la melhorar psicologicamente, mas foi “bombardeado” de insultos e xingamentos nas redes sociais.
“Ninguém se preocupou de verdade com a situação da minha esposa. Na internet levantaram campanhas pedindo até minha morte, porém não se preocuparam em ouvir nada”, escreveu.
Neste mesmo dia, o apresentador gravou um vídeo ao lado da esposa negando toda a situação. Ele classificou o caso como “fake news” e afirmou que têm pessoas "querendo acabar com sua carreira".
“Ao chegar em nossa casa, após minha esposa ter outra quase crise no carro, gravamos um vídeo para tranquilizar as pessoas, mas ao invés disso começaram a fazer alegações que ela estaria coagida ou obrigada a falar”, pontuou.
“Justiceiros da internet”
O apresentador ainda reclama que foi “julgado e sentenciado” por “justiceiros da internet”. Ele relata também que pensou em fazer uma “bobagem” contra si mesmo, mas recuou após pensar na esposa.
“Pensei eu mesmo em cometer uma bobagem comigo mesmo por conta disso, mas vi que sou o esteio e apoio da minha companheira”, falou.
“Eu fui julgado e sentenciado pelo tribunal da internet sem sequer ser ouvido ou convidado para ser ouvido. Chegaram a falar que sou foragido e estaria fugindo”, acrescentou.
Ele completa dizendo que espera que os mesmos “justiceiros da internet” que se levantaram contra ele o apoiem neste momento em que resolveu “quebrar o silêncio” e dar sua versão sobre o assunto.
Demissão
Após o episódio, o apresentador foi demitido da emissora em que trabalhava. Por meio de nota, o Grupo Agora de Comunicação informou seu desligamento.
Quanto a isso, Ferraz afirma que não culpa ninguém pela decisão. Na publicação, ele diz lamentar o fato de não ter sido procurado nem ouvido pelos diretores. Diz ainda que espera voltar a trabalhar logo e que segue “de cabeça erguida” com sua família.
Por fim, diz que repudia e não compactua com nenhum tipo de violência e que, neste momento, sua preocupação está voltada em reestabelecer a saúde de sua esposa e esquecer o episódio que, segundo ele, foi “orquestrado” e “armado” por alguns.
Confira a carta aberta:
Fui apontado por alguns como “agressor” sem nunca ter tocado um único dedo em minha esposa, ou qualquer outra pessoa. Minha mulher vive ao meu lado a quase 4 anos. Me mantive calado em respeito a minha companheira que no momento precisa mais que nunca da minha atenção. Jamais deixaria ela se expor com algo tão particular da vida dela.
Só nós dois sabemos à luta que travamos juntos pela saúde, a coragem que ela tem de enfrentar dia após dia um quadro clínico que para muitas pessoas é levado como “frescura”.
Já tivemos episódios complicados em nossa jornada, já fomos parar em hospitais tarde da noite após crises de ansiedade e pânico depressivo, eu jamais revelaria algo tão particular, mas a iniciativa partiu dela, eu como marido apoio minha esposa em tudo.
Eu fui acusado por supostas testemunhas que não presenciaram absolutamente nada lá no local em uma festa de confraternização onde achei que estava diante de amigos, eu jamais gritei ou levantei a voz para minha esposa. Mas como bem foi divulgado em áudios gravados sem conhecimento ou consentimento da minha esposa que naquele momento estava psicologicamente abalada após tomar a medicação e se quer recorda daquilo que foi falado. Mas os supostos “amigos” deixaram claro a real impressão sobre mim. Mas não me surpreendo com o ser humano, naquele momento em que gravavam ela, minha esposa parecia estar sendo entrevistada, onde pessoas tentavam empurrar uma história que ela teria que repetir e repetiu sem se dar conta.
Minha esposa foi ouvida de forma oficial em uma delegacia, fiz questão que ela fosse ouvida para falar tudo sem rodeios a autoridade policial daquela cidade. Mas a todo momento pareciam duvidar do depoimento da pessoa que seria a suposta vítima, chegaram a chamá-la de mentirosa, exatamente com essas palavras. Queriam força-la a fazer uma acusação ou confissões a qualquer custo. Não se preocuparam com estado emocional ou como iriam abordá-la naquele momento de fragilidade. Minha esposa relata na entrevista que fomos abordados ao chegar em nossa casa por policiais com armas nas mãos apontando para nós, jogaram minha mulher dentro de uma viatura descaracterizada e levaram ela até uma delegacia. Segundo minha esposa no caminho falavam que isso não acabava bem, que ela deveria se afastar de mim, oferecendo medida protetiva, oferecendo meios para ela ir embora etc. É duro falarmos a respeito disso dessa forma, mas o depoimento da minha mulher foi sincero e sei que não foi nada fácil para uma pessoa com problemas psicológicos como os dela. Até agora eu não fui intimado para comparecer, tão pouco até onde sabemos eu não estou sendo acusado de nada. Sempre me coloquei à inteira disposição para qualquer esclarecimento.
Minha esposa não precisa mentir no depoimento, eu jamais compactuaria com algo do tipo. Só quem tem um problema sabe como tratar ou tentar ajudar, coisas que diariamente são Exercitadas por nós em nossa casa.
Até agora ninguém parou para saber dos problemas psicológicos enfrentados dentro da nossa casa, ninguém parou para me ligar e tentar esclarecer, ninguém preocupou-se de verdade com a situação da minha esposa. Na internet levantaram campanhas pedindo até minha morte, porém não se preocuparam em ouvir nada.
Domingo após todo episódio fomos tentar ter um dia melhor, tentamos fazer ela melhorar psicologicamente, daí começaram a nos bombardear nas redes sociais e sem direito de falar absolutamente nada. Ao chegar em nossa casa após minha esposa ter outra quase crise no carro, gravamos um vídeo para tranquilizar as pessoas, mas ao invés disso começaram a fazer alegações que ela estaria coagida ou obrigada a falar. Minha esposa resolveu procurar a imprensa para falar, já que estavam e estão me acusando de não deixá-la contar nada. Casos de violência doméstica acontecem quase que a cada minuto, mas como ouviram de forma categórica nem de longe isso entrou ou entrará em nossa casa.
Eu me mantive calado nos últimos dias observando o nível de maldade de alguns, vendo meu nome e carreira jogado no fosso, mas não tinha como me defender pois minha maior preocupação naquele momento era cuidar da saúde mental da minha família após ataques enfrentados por nós. Eu segurei a barra em respeito à saúde da minha companheira que está mais que fragilizada com tudo isso. Confesso que tentei desviar o foco da real história, tentei dar outra versão dos fatos para proteger um segredo tão íntimo , não imaginávamos que iriam usar algo tão peculiar dessa forma medonha.
Alguns vão dizer que foi ideia do Ferraz ou imposição para ela falar algo, tem gente que vai até falar em relacionamento abusivo ou sei lá o que se passa na cabeça daqueles que acreditam na “teoria da conspiração”. Só que partiu da minha esposa a iniciativa de falar, ao contrário do pensamento de muitos que vão assistir as declarações, ela mesmo diz que não foi obrigada a falar e compartilhar algo tão íntimo que é enfrentado por nós. Eu poderia me chatear ainda mais, me irritar em um nível de separação ou qualquer coisa assim, mas que tipo de marido eu seria em avaliar minha esposa após uma crise onde estava medicada, nervosa e cercada de pessoas que demonstravam total interesse no assunto, não na missão humana de ajuda e sim de alguma outra coisa. Eu Jamais a deixaria desamparada pois ela está sendo guerreira e corajosa em se expor assim e tem meu apoio. Na entrevista minha esposa relata que após tudo isso, foi levada para casa de uma pessoa, e quando melhorou do efeito dos medicamentos foi lembrando de tudo e pediu para eu buscá-la. Como meu carro havia sido levado por terceiros para ser guardado na empresa, já que minha esposa estava sem
Condições de dirigir, acabei pegando um táxi e fui buscá-la e Depois fomos para nossa casa onde esperei ela dormir e na manhã de domingo expliquei tudo que havia acontecido.
Confesso que cheguei a pensar que a perderia por toda situação, pensei eu mesmo em cometer uma bobagem comigo mesmo por conta disso, mas vi que sou o esteio e apoio da minha companheira.
Do fundo do coração, espero que a mesma força do movimento “justiceiros da internet” se levantem agora para dar apoio da mesma forma que acusaram vorazmente. Que não tentem desqualificar as palavras de uma pessoa valente que decidiu quebrar o silêncio e contar tudo em detalhes.
Não tenho raiva de ninguém, mas sejamos justos uns para com os outros, muitos mesmo diante de tudo ainda vão se encher de certezas e continuar acreditando naquilo que lhe convém. Não estamos aqui justificando nada, tão pouco pedindo aprovação de ninguém.
Eu e minha esposa precisávamos falar e ser ouvidos, essa foi nossa oportunado de abrir o coração e principalmente nossa particularidade, tarefa que não é fácil para nós no momento.
Eu Fui julgado e sentenciado pelo tribunal da internet sem se quer ser ouvido ou convidado para ser ouvido, chegaram a falar que sou foragido e estaria fugindo, enquanto cuido da minha mulher acompanho os noticiários falando a respeito e bate uma dor tão grande, mas não compartilho com ela essa dor, pois preciso me mostrar forte para cuidar da minha família.
Não culpo meus empregadores pela decisão de me demitirem diante dos boatos, os verdadeiros diretores e chefes não moram em Tangará, mas aqui está a verdade para todos os senhores e senhoras, a interpretarem como acharem melhor. Espero voltar a trabalhar logo e continuar meu caminho de cabeça erguida com minha família. Posso ter magoado de alguma forma pessoas que não gostam de mim, mas ninguém é obrigado a nada tão pouco gostar. Só não aceito e jamais aceitarei usarem minha esposa dessa forma.
Os vídeos e áudios gravados serão devidamente requeridos pelos nossos advogados que tomarão todas as medidas possíveis.
Agora minhas atenções estão voltadas para a saúde da minha esposa, para o bem estar da minha família e principalmente em arrumar forças para continuar cuidando de tudo e tentar esquecer esse triste episódio orquestrado e armado por alguns. Não sou nenhuma vítima ou gosto de ser visto assim, mas não aceito injustiças e quem me conhece sabe.
Eu repúdio e não compactuo com nenhum tipo de violência.
Que Deus julgue aqueles que merecem o julgamento, eu e minha esposa continuaremos nossa vida de cabeça erguida, pois se existem vítimas nessa história de filme de terror somos nós dois.
Atenciosamente dos amigos Lucas Ferraz e Katrine.