Cuidadora é agredida a socos em parque infantil
O alvo foi uma mulher, de 46 anos, que sofreu lesões no rosto
Cuidadora de crianças é agredida a socos em pizzaria, depois que cliente se irrita porque filha caiu em parquinho. Agressões ocorreram em um estabelecimento localizado no centro de Várzea Grande e foram registradas pelas câmeras de segurança da empresa. O agressor, ao sair, ainda disse que iria no carro buscar uma arma de fogo e voltaria para matá-la.
O alvo foi a cuidadora Vilma Aparecida da Silva, 46, que sofreu lesões no rosto depois de ser atingida por um soco violento. A agressão foi denunciada pela vítima que ainda registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil e foi submetida a exame de corpo delito. As imagens foram encaminhadas para a Polícia.
Vilma narra que haviam várias crianças na área reservada à recreação infantil, quando a mãe da menina que estava em um dos brinquedos se levantou da cadeira e chamou a filha, que aparenta ter entre dois e três anos. Ao ouvir a mãe a criança foi descer rapidamente do brinquedo, quando a criança caiu e feriu levemente o rosto. A cuidadora neste momento estava do lado oposto, com outras crianças.
Antes da mãe entrar no reservado ela foi até a menina e a levantou. A mulher pegou a criança no colo e saiu quando o marido, também entrou e já passou a ofender a cuidadora. Vilma diz que ele se aproximou e inicialmente passou a ofendê-la com palavras de baixo calão, com ofensas morais.
Ela virou as costas e tentou ignorar as agressões, quando o cliente então passou a ofender a mãe dela, com o mesmo palavreado. Vilma admite que perdeu o controle ao ver a mãe de 75 anos sendo ofendida daquela forma e foi para cima do agressor, que era bem mais alto. Ela o empurrou e em seguida foi atingida por um soco no rosto. Ainda tonta, disse que tentou acertá-lo com chutes.
A mulher dele, com a criança no colo, se colocava entre eles, até que um segurança do estabelecimento interveio e levou o agressor para fora. Foi neste momento que o acusado disse que iria até o veículo para buscar uma arma de fogo e voltaria para matar ela.
A Polícia Militar foi acionada e como demorou, a vítima se deslocou até a Central de Flagrantes e registrou a ocorrência. Mas em decorrência das ameaças, ela deixou de voltar ao trabalho, que se estende entre a noite e madrugada, por medo de sofrer represálias e até ser morta pelo desconhecido.
O trabalho é o meio de subsistência dela, da filha de 19 anos e da mãe de 75. Vilma é mãe da estudante Katinayane Jaine da Silva Zolin, que foi vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), no dia 1º de novembro, às vésperas e fazer a prova do Enem.
Praticamente desenganada pela equipe médica já no primeiro dia de internação, a jovem superou todos os problemas e, no dia 31 de dezembro, obteve alta médica. Após 60 dias hospitalizada ainda hoje se submete a sessões de fisioterapias para superar as sequelas do AVC.
Em decorrência da gravidade do quadro, a mãe abandonou o trabalho e passou a viver em função da única filha, acompanhando nas sessões e consultas.
A família humilde sobrevive basicamente de doações e dos dois salários mínimos da avó de 75 anos, que é pensionista.