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GM recolhe 36 motos barulhentas na Operação “Silêncio no Trânsito”
Operação com foco em silenciar escapes barulhentos resultou em outros flagrantes
Apesar da exigência para que motociclistas trafeguem com silenciadores nos escapamentos das motos, muitos condutores ainda dirigem com a descarga livre. Tal infração acaba “causando” grandes problemas para as pessoas, e também animais, mais sensíveis ao som. Dentro deste grupo, podem ser listados bebês, crianças, idosos, pessoas acamadas, e os autistas. Na Operação Silêncio no Trânsito realizada em Sorriso, cujo balanço foi apresentado hoje, 36 motos barulhentas foram apreendidas.
No dia 10 de agosto, a Gurda Municipal (GM), um dos braços da Secretaria Municipal de Segurança Pública, Trânsito e Defesa Civil (Semsep), deflagrou a operação para identificar, multar e orientar a substituição de escapamentos, principalmente de motocicletas, que estejam emitindo barulho além do normal. Apoiaram a GM nesta operação a Coordenação de Proteção e Defesa Civil (Compdec), que também integra a Semsep; e a Polícia Militar (PM).
Nos 14 dias de operação, os escapamentos “com problema” foram identificados em 36 veículos. E, como durante as blitze outras situações também são observadas, verificou-se que 109 condutores não possuíam a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), 99 veículos estavam com licenciamento vencido, entre outras irregularidades. Ao todo, 107 veículos foram recolhidos. Os pontos que receberam as ações foram a Perimetral Sudoeste; as avenidas Idemar Riedi, Ademar Raiter, Imigrantes, Adolino Bedin, e Tancredo Neves; e as ruas Lupicínio Rodrigues, Mato Grosso e Cartola.
A infração pelo escape barulhento é considerada grave, a multa é de R$ 195,23 e representa cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). “A partir de agora, a ‘Silêncio no Trânsito’ deve virar rotina em Sorriso, a exemplo da Operação Lei Seca”, informa o coordenador da GM, Márcio Pires, acrescentando que denúncias podem ser feitas pelo 153”.
Hipersensíveis ao barulho
Quem relata o estrago que um simples escape danificado ou intencionalmente alterado provoca em um autista é a presidente da Associação das Diversidades Intelectuais (Adin), Maricelia Oliveira Costa. “O barulho causa uma dor tão grande que ‘desregula’ o autista, provoca uma crise tão grave que pode durar por horas, com muito choro e inquietação”.
A diretora da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), Giovana Bottega, relata que muitas mães já perceberam que o trabalho realizado pela Guarda Municipal de Trânsito (GM) ajudou a diminuir a barulheira provocada pelos escapamentos desregulados. “Essa abordagem feita é de extrema importância e as pessoas não tem noção do mal que causam por conta do som provocado por escapamentos muito barulhentos”, acrescenta.