Com 5 mil homens, Operação Onerat tem 18 presos e 2 mortos em confronto
Quinze de 40 mandados de prisão foram cumpridos. Dois suspeitos morreram em tiroteio e PM morreu em acidente com viatura
epresentantes das forças de segurança estadual e federal concederam entrevista coletiva, iniciada pouco antes das 11h deste sábado (5), sobre a Operação Onerat, contra o roubo de cargas e o crime organizado no Rio. Até fim da conversa com jornalistas, por volta das 12h30, havia dois homens mortos em confronto e 18 pessoas presas (veja fotos da operação).
Quinze dos 40 mandados de prisão da Onerat – carga, em latim – foram cumpridos. Os outros foram presos em flagrante. Os agentes também apreenderam dois adolescentes.
A ação que ocupou o Complexo do Lins contou com cerca de 5 mil homens – quase o dobro da ocupação do Complexo do Alemão, em 2010 (veja quadros abaixos).
Por volta das 13h50, dois policiais e dois suspeitos presos se feriram em acidente com a viatura do Batalhão de Ação com Cães e foram levados para o Hospital Salgado Filho. O sargento Anderson Dias Pereira morreu. O cabo André Luis Gomes Silva e os dois presos foram internados.
Foram apreendidas três pistolas, duas granadas, quatro rádios, 16 carros e uma motocicleta e entorpecentes.
“Mesmo com toda a dificuldade que o estado está enfrentando, as polícias dedicaram todos os seus esforços e encontraram diversos responsáveis pelo crime de roubo de cargas”, destacou o secretário de Segurança do Rio, Roberto Sá.
Questionado sobre um possível vazamento da operação, já que menos da metade dos mandados de prisão haviam sido cumpridos até o início da coletiva, Sá disse que não há indícios de que as informações tenham chegado aos criminosos.
Sá também comentou a ausência de fuzis entre as apreensões: "Fuzis existem. Mas hoje o criminoso age de forma diferente. Não existem mais paióis. Eles guardam suas armas consigo".
O ministro da Justiça, Torquato Jardim, considera que a operação provoca um "sufoco logístico e financeiro" ao crime organizado.
O almirante Roberto Rossato se mostrou confiante após a operação.
A polícia voltou a pedir ajuda da população para denúncias que levem à prisão dos criminosos.
"A população ordeira pode auxiliar as forças de segurança apresentando informações, inclusive de forma sigilosa. É uma forma de ajudar o combate ao crime naquela localidade", destacou o delegado Paulo Guimarães, da Polícia Civil.