Após 15 anos, Justiça condena assassino da menina Sara Vitória em Sorriso
“Foram 15 anos de sofrimento. Pra mim, foi pouco, mas agora acredito que ele não vai mais mexer com filha de ninguém”, disse a mãe, Eva Aparecida Fogaça da Silva.
O julgamento de Antônio Ramos Escobar, acusado de matar a menina Sara Vitória Fogaça Paim, de 5 anos, em 2010, terminou na noite desta sexta-feira (14), no Fórum de Sorriso, com a condenação do réu a 45 anos de prisão. O crime chocou Mato Grosso e o país pela brutalidade e pela longa espera por justiça o corpo da criança jamais foi encontrado.
Sara desapareceu no dia 1º de junho de 2010, quando brincava perto de casa, nas proximidades do estádio municipal de Sorriso. Escobar, que trabalhava como pedreiro e catador de recicláveis, confessou ter levado a menina de bicicleta até uma construção, onde a teria estuprado, matado e enterrado. Apesar de buscas e escavações realizadas em vários pontos da cidade, os restos mortais nunca foram localizados.
Durante anos, o caso seguiu sem solução, com novas linhas de investigação sendo abertas. Em 2023, a Defensoria Pública chegou a levantar a hipótese de outro suspeito um homem chamado J. R. d. S., denunciado pelo próprio tio e já falecido , mas o Tribunal de Justiça manteve Escobar como réu, considerando provas materiais, como vestígios de sangue em uma camisa dele e sua fuga logo após o desaparecimento.
Ao final do julgamento, o promotor Fernando Pipino destacou o trabalho das autoridades ao longo de 15 anos, desde a confissão até a conclusão do processo: “A justiça nunca desistiu. Desde o início, houve convicção quanto à autoria. Hoje, a sociedade e a família de Sara recebem a resposta que tanto aguardavam”.
Emocionada, Eva Aparecida Fogaça da Silva, mãe de Sara, desabafou após o veredito:
“Foram 15 anos de sofrimento. Pra mim, foi pouco, mas agora acredito que ele não vai mais mexer com filha de ninguém. A justiça da Sara foi feita”.
Com a condenação, encerra-se um dos casos mais marcantes da história policial de Sorriso.