Mulher fica ferida após cair de bicicleta elétrica em avenida de Sorriso
Dois empresários de MT são citados na “lista suja” da escravidão
As fazendas citadas ficam localizadas em Ipiranga do Norte e Nova Bandeirantes
Dois proprietários rurais de Mato Grosso são citados como empregadores que submetem trabalhadores a condições análogas à escravidão, na conhecida “lista suja” do Ministério do Trabalho.
Ao todo, 79 empregadores de diversos estados do país são mencionados (veja lista). O primeiro mato-grossense citado é o proprietário do Sítio Motta, localizado na zona rural de Nova Bandeirantes, que está na lista dos empregadores desde abril de 2020. O levantamento do Ministério do Trabalho informou que, desde o ano passado, um trabalhador é mantido em condição de escravo no local.
O segundo mencionado é o dono de uma fazenda em Ipiranga do Norte, onde foram encontrados nove trabalhadores em situação de escravidão. O fazendeiro também entrou na lista na mesma época que Motta.
De modo geral, considera-se condição análoga de escravidão o trabalhador que é submetido ao trabalho forçado, em situações degradantes e com jornadas exaustivas. Em que o empregador aplica restrições de diversos meios, como locomoção, por causa de dívidas contraídas com o proprietário.
Os empresários incluídos nessa “lista suja” podem entrar em um acordo com o Governo para terem os cadastros retirados. No entanto, para que isto ocorra é preciso que os empregadores cumpram diversas exigências trabalhistas e sociais, para regularizar a situação dos trabalhadores.
"Lista suja"
Esses dados começaram a ser divulgados em 2003, sua publicação chegou a ficar suspensa durante quase três anos, até 2017, devido a uma ação aberta por entidade patronal.
A lista é usada também é usada por empresas brasileiras e estrangeiras para gerenciamento de risco. O instrumento virou um exemplo global de combate ao trabalho escravom reconhecido até mesmo pelas Nações Unidas.