Câmeras registram momento em que verdureiro é morto ao ser atropelado; vídeo
Médica e marido fugiram após a batida
Imagens de câmeras de seguranças de uma empresa na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá, mostram o momento em que o verdureiro Francisco Lúcio Maia, 48, morre após ser atropelado pelo veículo em que estavam a médica Letícia Bortolini e seu marido, o também médico Aritony de Alencar Menezes. Assista aqui.
O acidente aconteceu na noite de sábado (14), quando ambos voltavam de uma festa open bar. A médica é acusada de estar embriagada ao conduzir o veículo Jeep Compass, que atropelou o trabalhador. Ela também não prestou socorro, além de ter fugido do local do acidente, segundo a polícia.
As imagens divulgadas pelo site MidiaNews registram aproximadamente 50 segundos do acidente. Inicialmente Francisco não aparece nas imagens, em razão de estar atrás de um pilar de uma empresa.
Porém, é possível ver o veículo passando em alta velocidade e atropelando Francisco, que foi arremessado em uma árvore e morreu no canteiro da avenida. A ação é tão rápida que é preciso atenção para identificar o atropelamento.
Um homem que estava com Francisco no momento do acidente aparece desnorteado. Inclusive, ele deixa o corpo de Francisco onde está e entra em um veículo e sai. A hipótese é de que ele tenha seguido o carro que atropelou Francisco.
Após o atropelamento, testemunhas acionaram a polícia, que encontrou o casal de médicos em um condomínio no bairro Jardim Itália, onde moram. Eles foram conduzidos à Central de Flagrantes para prestarem depoimentos, ocasião em que a médica Letícia Bortolini disse que achou que tinha atropelado um animal.
Apesar de aparente embriaguez, segundo a polícia, ela se negou a fazer o teste do bafômetro e teve prisão preventiva decretada pelos crimes de omissão de socorro, lesão corporal, homicídio doloso e direção perigosa.
A médica ficou detida no presídio feminino Ana Maria do Couto May por três dias, quando obteve decisão liminar de soltura do desembargador do Tribunal de Justiça, Orlando Perri.
O magistrado considerou que a médica não apresentava evidências de embriaguez, possui “bons predicados pessoais”, além de ter um filho de um ano de idade.
Já o médico Aritony não prestou depoimento no dia do atropelamento, pois “fugiu” minutos depois de chegar à Central de Flagrantes. Ele só se apresentou à polícia na tarde de terça-feira (18), quando informou que estava dormindo e não teria presenciado o acidente. O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil.