Márcia Pinheiro indicava contratações ilegais na Saúde, diz MPE
Primeira-dama de Cuiabá é acusada de organização criminosa e teve bloqueio de bens decretado
Alvo da Operação Capistrum, que afastou o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) do cargo, nesta terça-feira (19), a primeira-dama Márcia Pinheiro é acusada pelo Ministério Público Estadual (MPE) de interferir diretamente nas contratações ilegais feitas Secretaria de Saúde.
Emanuel, Márcia e outros servidores são acusados de participar de uma organização criminosa, que se utilizava de contratações irregulares de servidores temporários como forma de pagar, ou manter, favores a políticos da base do prefeito.
O esquema, segundo as investigações, consumiu R$ 16 milhões dos cofres públicos da Capital. Márcia Pinheiro foi alvo de busca e apreensão e sequestro de valores de suas contas bancárias.
Segundo as investigações, a primeira-dama foi a responsável por indicar Ricardo Aparecido Ribeiro, também investigado, para ocupar o cargo de coordenador de Gestão de Pessoas da pasta, com quem despachava diretamente.
Conforme as investigações do MPE e da Polícia Civil, Márcia dava ordens para as contratações, principalmente por meio de outra investigada, a secretária-adjunta de Governo e Assuntos Estratégicos, Ivone de Souza, que foi afastada do cargo.
Na decisão assinada pelo desembargador Luiz Ferreira da Silva, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, o nome da primeira-dama é citado 22 vezes, inclusive em trechos de depoimento prestado aos investigadores pela ex-secretária de Saúde Elizeth Lúcia de Araújo. Saiba mais aqui.