Acusada de envenenar colega põe a culpa em namorado da vítima
Delegada não acredita em versão dada pela garota; caso aconteceu na semana passada em Cuiabá
A adolescente acusada de envenar uma colega, na semana passada em Cuiabá, foi ouvida na tarde de ontem (5) na Delegacia Especializada do Adolescente (DEA), da Polícia Civil.
A garota é acusada de dar substância química para outra menina de 11 anos, que está internada no Pronto Socorro Municipal de Cuiabá, desde o dia 27 de junho.
À delegada Anaíde Barros, ela contou uma história considerada "fantasiosa". "A menina nega. Contou que um colega deu o líquido para ela oferecer à vítima, que era um presente", disse.
A garota chegou na Delegacia acompanhada pela mãe e foi ouvida na presença da genitora, e também passou por atendimento na equipe multidisciplinar da DEA.
Nas declarações, a menor disse que o presente fora dado pelo namorado da vítima. A adolescente ainda contou que o menino estava com ciúmes, já que a vítima andava conversando com outros garotos.
Questionada por que havia saído de Cuiabá com a filha, a mãe disse que ficou com medo da repercussão e que, embora a filha negue, seu comportamento a põe em dúvida.
A vítima estuda na escola municipal Francisco Pedroso da Silva, assim como a menor investigada em ato infracional de tentativa de homicídio.
Conforme o boletim de ocorrência, noticiado pela mãe, a filha, ao chegar em casa com os lábios inchados, babando, e aparentando estar com lesão na boca, contou que a colega estava na escola com uma "garrafinha", com um líquido rosa e teria oferecido aos demais colegas, que não aceitaram.
Após saírem da escola, ambas tomaram um ônibus e pararam em um ponto. Ao descerem, a adolescente ofereceu novamente o líquido à vítima, alegando ser vinho e assim ela resolveu aceitar, tomando a bebida. Em seguida foi para casa.
Na Delegacia, a adolescente falou que logo que a vítima tomou o líquido sua boca inchou, mas depois desinchou.
A delegada Anaíde Barros também informou que o laudo pericial confirmou queimadura química, com lesões no esôfago e que aguarda liberação médica para ouvir a vítima. "Ainda vamos ouvir testemunhas e aguardamos para falar com a vítima", finalizou.