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Justiça mantém soltura de menor que atirou e matou Isabele
Ministério Público vai recorrer ao STJ e STF
Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em sessão realizada na tarde desta quarta-feira (31), manteve solta atiradora que assassinou Isabele Ramos, em 2020. A sessão julgou recurso interposto pelo Ministério Público de Mato Grosso para que a atiradora voltasse ao regime de reclusão.
Com a decisão da Justiça, o MPMT avalia se acionará o Superior Tribunal de Justiça para reforma da determinação. A decisão foi determinada em sessão que contou com a presença dos desembargadores Juvenal Pereira da Silva, que é o relator do caso, Rondon Bassil Dower Filho, Gilberto Giraldelli, Luiz Carlos da Costa e Márcio Vidal.
A atiradora foi solta solta em 8 de junho, poucos dias antes do crime completar dois anos. Antes disso,a menor estava internada na ala feminina do Lar Menina Moça, no Complexo Pomeri. Na mesma decisão que libertou a atiradora, o crime passou a ser encarado sob a ótica de homicídio culposo e não doloso.
O caso
Isabele Guimarães Ramos, 14 anos, foi morta com um tiro no rosto, em 12 de julho de 2020, no condomínio Alphaville, em Cuiabá, quando estava na casa da melhor amiga, uma adolescente também de 14 anos na época do crime.
A amiga alegou que o disparo que matou Isabele foi acidental, no entanto, o inquérito da Polícia Civil concluiu que o homicídio foi doloso, ou seja, com intenção de matar.
A investigação durou 50 dias e autuou 4 pessoas, além da adolescente, que chegou a ser denunciada pelo Ministério Público Estadual (MPE), foi internada no Lar Menina Moça. O processo está em andamento na Justiça e corre em sigilo. O Ministério Público do Estado (MPE) denunciou o empresário Marcelo Martins Cestari e a esposa Gaby Martins Cestari, pais da adolescente acusada de matar Isabele, pelos crimes de homicídio culposo, corrupção de menor, porte ilegal de arma, fraude processual e entregar arma para menor de idade.
Caso condenados, eles podem pegar mais de 15 anos de prisão.