OAB-MT pede afastamento de delegado de Sorriso por ameaça e ofensa
A autarquia pediu o afastamento preventivo dele do cargo e a instauração de processo administrativo disciplinar
A Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Mato Grosso (OAB-MT) representou contra o delegado Bruno França Ferreira, nesta quarta-feira (30), junto à Corregedoria Geral da Polícia Civil do Estado, requerendo o afastamento preventivo dele do cargo e a instauração de Processo Administrativo Disciplinar, para avaliar se sua conduta foi condizente com a função que exerce.
Conforme o órgão, o delegado, além de atacar e proferir ofensas ao advogado Rodrigo Pouso Miranda, enquanto ele estava no exercício profissional, também fez uma abordagem em um condomínio de Cuiabá, armado com uma pistola e arrombando a porta, junto com outros três agentes, para prender uma mulher. Para a OAB, ele supostamente agiu em interesse próprio.
"Na abordagem, o delegado xingou e fez violentas ameaças, inclusive diante de uma criança de 4 anos, como mostra vídeo compartilhado publicamente", destacou a OAB.
A representação é assinada pela presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso, e procuradores da instituição.
De acordo com a Polícia Civil, a ação que ensejou a entrada de Bruno França na residência é referente ao descumprimento de uma determinação judicial em medida protetiva de urgência por parte da mulher de 41 anos em relação a um adolescente, de 13 anos – que é enteado do delegado.
Bruno França, lotado na delegacia de Sorriso, negou que tenha apontada a arma para a criança que estava na casa e disse que invadiu a residência com a arma em punho, conforme procedimento padrão.
Conforme o advogado Diogenes Curado, que representa o delegado, a mulher persegue o menor com agressões verbais e ameaças físicas em locais públicos, como quadras de esporte.
De acordo com o corregedor auxiliar da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, o delegado Marcelo Felisbino Martins, a conduta do delegado Bruno França está sendo apurada. Disse, ainda, que é cedo para avaliar se a conduta é punível com a perda do cargo, mas lembrou que o delegado ainda está em estágio probatório e precisa passar desta fase.
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