Juiz mantém prisão de suspeito de assassinato e necrofilia
Caso ocorreu em um barracão; Justiça determinou conversão de prisão em audiência de custódia
O homem suspeito de assassinato e necrofilia teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. A decisão é do juiz da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, Murilo Moura Mesquita.
Wandeilson Soares Gomes, de 27 anos, é acusado de matar com pancadas de pedra na cabeça um homem de 56 anos. O crime ocorreu na madrugada de sexta-feira (7), em um barracão abandonado do Centro Comunitário do Bairro Parque Del Rey, em Várzea Grande.
O homem passou por audiência de custódia na segunda. Na decisão o juiz afirmou que a prisão preventiva se dá pelo "receio de perigo e a existência concreta de fatos contemporâneos aptos a justificar a aplicação da medida extrema".
"Com efeito, a gravidade concreta no caso em tela é descortinada pelo modo de agir do autuado, que, em princípio, teria ceifado a vida da vítima mediante golpes de pedra na região da cabeça, em momento em que esta repousava, o que revela sua acentuada periculosidade e o perigo gerado por seu eventual estado de liberdade", disse o juiz na decisão.
A medida de prisão preventiva pode ser superior a 4 anos. Wandeilson já responde a outro processo por homicídio.
O crime
De acordo com um homem, testemunha que estava no local onde o crime foi cometido, ele e a vítima estavam no barracão e tinham bebido juntos. Ele não se sentiu bem e decidiu ir para casa.
Antes de sair viu que Wandeilson estava chegando ao local e decidiu acordar a vítima, que estava com sono e não quis sair.
Com medo de Wandeilson, a testemunha saiu do Centro Comunitário em busca de ajuda. Ao retornar no barracão, encontrou o colega já morto com a cabeça ferida e sem roupas.
A Polícia Militar foi acionada e a testemunha ajudou a encontrar o suspeito. A PM encontrou Wandeilson escondido na casa dos pais, debaixo de uma cama e com as mesmas roupas descritas pela testemunha.