Materiais armazenados do VLT somam R$ 300 milhões
Chefe do Executivo diz que o município é o mais prejudicado com as obras paralisadas
A Comissão Permanente de Viação e Transportes da Câmara Federal identificou R$ 300 milhões em materiais e equipamentos que se encontram armazenados no galpão do Centro de Manutenção e do Centro de Comando Operacional do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), instalado em Várzea Grande.
A informação consta no relatório final da visita técnica que a Comissão realizou juntamente com especialistas da Câmara Federal em julho deste ano. O documento, concluído e aprovado, aguarda encaminhamento dos deputados federais que atuam na Comissão Permanente.
De acordo com o relatório, diversos equipamentos necessários à implantação do VLT, já comprados e sob guarda da empresa responsável pelo Consórcio do VLT, custariam aproximadamente R$ 300 milhões.
Somado aos valores dos trilhos e vagões, que é de aproximadamente R$ 600 milhões, o prejuízo em materiais devido ao abandono da obra por parte do governo do Estado será de quase R$ 1 bilhão, sem contar os R$ 1,066 bilhão pagos durante a execução da obras, paralisada desde 2014.
O relatório feito pelo presidente da Comissão, deputado federal Hildo Rocha (MDB-MA), alega que Mato Grosso terá um prejuízo de mais de R$ 2 bilhões em valores atualizados por não concluir o modal lançado para a Copa do Mundo de 2014.
‘A mudança de modal do VLT para o Ônibus de Rápido Transporte, sigla em português (BRT), causará transtorno social, econômico e político para as cidades de Cuiabá e Várzea Grande’, aponta o parlamentar no parecer.
A visita da Comissão foi articulada pelo deputado federal reeleito Emanuelzinho (MDB) que se tornou membro titular da Comissão neste segundo semestre.
O parlamentar é um dos defensores da conclusão do VLT junto com o seu pai, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), que é contra ao BRT. O prefeito, inclusive, recorre judicialmente contra a decisão do governo de Mato Grosso de trocar o modal de transporte em Cuiabá.
O prefeito de Várzea Grande, Kalil Barcat, do mesmo partido de Emanuel, não adotou medidas judiciais contra o governo, de quem ele é aliado. O chefe do Executivo diz que o município é o mais prejudicado com as obras paralisadas.