Imunizante contra a pólio será aplicado de forma escalonada em Sorriso
A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é uma das que mais preocupam as autoridades sanitárias. Trata-se de uma doença contagiosa aguda causada por um vírus que vive no intestino, o poliovírus, e que pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes e secreções eliminadas pela boca de pacientes. Em Sorriso, devido à diminuição do quantitativo de doses que deve ser distribuído aos estados, a gotinha será aplicada em escala nas Unidades de Saúde da Família.
Nesta semana, entre os dias 24 e 28 de outubro, o imunizante estará disponível nas USFs Jardim Primavera, Bom Jesus, Rota do Sol, Centro Sul, Ana Neri, Jardim Itália, Anézia Biazin, Fraternidade, Nova Integração, São Domingos e Nova Aliança. Devem ser imunizadas crianças de um ano a menores de 5 anos de idade.
Já na próxima semana, entre 31 e 04 de outubro, o imunizante estará disponível em outras 11 unidades, conforme escala completa pólio.docx A responsável pela Sala de Vacinas, Kátia Dal Prá, explica a medida foi tomada para que não ocorra um desabastecimento nos serviços de vacinação.
Transmissão
A transmissão ocorre pelo contato direto com uma pessoa infectada, pela via fecal-oral (objetos, alimentos e água contaminados com fezes de pacientes) ou pela via oral-oral (gotículas de secreção ao falar, tossir ou espirrar. A falta de saneamento, as más condições habitacionais e hábitos de higiene pessoal precários são fatores que favorecem a transmissão do poliovírus.
Sintomas
De acordo com o ministério, os sintomas mais frequentes da doença são febre, mal-estar, dor de cabeça, dor de garganta e dor no corpo, além de vômitos, diarreia, constipação (prisão de ventre), espasmos, rigidez na nuca e até mesmo meningite. Nas formas mais graves, instala-se a flacidez muscular que afeta, em regra, membros inferiores.
Tratamento
Segundo a pasta, não existe tratamento específico para a pólio. Todos as pessoas infectadas devem ser hospitalizadas e recebem tratamento para os sintomas manifestados, de acordo com o quadro clínico do paciente.
Sequelas
As sequelas da doença estão relacionadas com a infecção da medula e do cérebro pelo poliovírus. Normalmente, são sequelas motoras e que não têm cura. As principais são: problemas nas articulações; pé torto; crescimento diferente das pernas; osteoporose; paralisia de uma das pernas; paralisia dos músculos da fala e da deglutição; dificuldade para falar; atrofia muscular e hipersensibilidade ao toque.
Prevenção
O ministério lembra que a vacinação é a única forma de prevenção da pólio. Todas as crianças menores de 5 anos devem ser imunizadas conforme esquema de vacinação de rotina e também por meio das campanhas anuais. O esquema vacinal consiste em três doses da vacina injetável (aos 2, 4 e 6 meses de vida) e duas doses de reforço com a vacina oral bivalente, conhecida como gotinha.