Alvo da PF, ex-candidato nega ter financiado manifestações contra eleições
Rafael Yonekubo disse que nunca pediu fechamento do Supremo nem outro ato inconstitucional
Um dos alvos da Polícia Federal na operação desta quinta-feira (15), o ex-candidato a deputado estadual Rafael da Silva Yonekubo (PTB) negou ter financiado qualquer manifestação que contesta o resultado das eleições. Ele confessou que participou dos atos, mas negou apoia algumas das pautas, como fechamento do Supremo Tribunal Federal. Assista aqui.
Em entrevista na sede da PF, o ex-candidato disse que os policiais chegaram à sua residência por volta das 6h05 e apreenderam 3 celulares. Um que ele mesmo utiliza, um que tem função de registrar fotos e vídeos e o terceiro de seu filho.
A operação mirou financiadores de atos antidemocráticos que contestam o resultado das eleições presidenciais de 2022. Em acampamentos foram montadas cozinhas e também foram colocados banheiros químicos. Yonekubo garantiu que não é um dos financiadores dos protestos.
“Sempre participei de manifestações ordeiras e pacíficas. [...] a minha pauta, que eu sempre falo para as pessoas, isso aí eu falei para o delegado, a gente quer o código fonte, a gente tem um pouco de receio com o resultado das eleições. [...] Não [financiei], porque senão minha esposa me bate! Se eu botar dinheiro meu nesses tipos de ato”.
O ex-candidato ainda disse que não se surpreendeu com a operação, pois atua como ativista político há anos.
“A gente sempre espera né, porque já sou ativista político desde 2015, mas eu nunca fui radical igual algumas pessoas falam, eu sempre fui muito centrado nas coisas que eu faço, que eu defendo. Nunca pedi fechamento, nunca pedi nada esse tipo de coisa, se quero fechar STF, não quero pedir isso [...] eu peço o código fonte, quero legitimidade nas eleições”.
Os itens apreendidos durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão de Yonekubo permaneceram na sede da PF, mas seu advogado deve pedir a devolução.
“Está tudo muito genérico, não tem nada, só perguntaram se eu tinha financiado algum ato, se eu participei diretamente, falei que não, estou liberado”, afirmou.
Ele também gravou um vídeo tranquilizando seus apoiadores e explicando que está sem seus celulares.