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Mato Grosso monitora possível presença de faccionados em operação no Rio de Janeiro
Operação nas comunidades da Penha e do Alemão mobiliza atenção das forças de segurança de Mato Grosso, que investigam a presença de faccionados e oferecem apoio ao governo do Rio de Janeiro.
Secretário César Roveri confirma contato com autoridades fluminenses e coloca forças especiais do Estado à disposição do combate ao crime organizado.
O secretário de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT), coronel César Roveri, informou que as forças de inteligência do Estado estão em contato com autoridades do Rio de Janeiro para identificar possíveis integrantes de facções criminosas mato-grossenses que possam estar entre os presos ou mortos na megaoperação deflagrada nas comunidades da Penha e do Alemão, na capital fluminense.
Segundo Roveri, o levantamento de inteligência já foi solicitado e deve apontar se há criminosos de Mato Grosso entre os alvos da operação considerada uma das mais letais do Rio nas últimas décadas.
“Ontem nós pedimos para a inteligência fazer esse levantamento e estamos aguardando o retorno. O governador Mauro Mendes entrou em contato com o governador do Rio de Janeiro e colocou à disposição nossas forças especiais, como o GOE e o CORE, caso seja necessário. Mato Grosso está pronto para ajudar o Rio ou qualquer outro Estado que precisar”, destacou o secretário.
O titular da Sesp lembrou que Mato Grosso mantém equipes de inteligência da Polícia Civil atuando no Rio de Janeiro desde antes da operação, com foco na captura de foragidos ligados a facções. Ele citou como exemplo a prisão de Ederson Xavier de Lima, o “Boré”, apontado como chefe do Comando Vermelho em Mato Grosso, capturado em uma praia de Niterói em ação conjunta entre as polícias dos dois Estados.
“Temos lideranças criminosas de Mato Grosso que se escondem nas favelas do Rio. Por isso, mantemos uma parceria permanente com as forças fluminenses para localizar e prender esses indivíduos”, afirmou Roveri.
O secretário avaliou ainda que a operação no Rio de Janeiro foi “bem planejada”, mas ressaltou a complexidade do enfrentamento. “O Rio vive hoje um verdadeiro estado de guerra, com criminosos usando drones e fuzis de guerra. É um combate de alto risco”, completou.