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135 mil brasileiros vivem com HIV sem saber, diz ministério
Às vésperas do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, no domingo (1º), governo alerta que maioria dos infectados tem entre 20 e 34 anos
O Ministério da Saúde estima que 135 mil brasileiros vivam com HIV e não saibam. A informação foi dada em coletiva do ministro Luiz Henrique Mandetta, nesta sexta-feira (29), durante o lançamento da nova campanha de prevenção do HIV/aids.
Domingo (1º) é Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Dados do Ministério da Saúde mostram que, no Brasil, em 2018, foram diagnosticados 43.941 novos casos de HIV e 37.161 casos de aids.
No período de 2007 a junho de 2018, as notificações de HIV no país somaram 300,5 mil casos, sendo quase metade foi na região Sudeste (45,6%). Os homens respondem por 69% dos casos e as mulheres, 31%.
O índice de infecção por HIV cresce mais entre os jovens. A maioria dos casos, segundo o ministério, é registrada na faixa etária de 20 a 34 anos, com 18,2 mil notificações de novos casos em 2018, ano em que o total de registros foi de 43,9 mil.
No período de 2007 a junho de 2019, 52,7% dos casos de infecção pelo HIV ocorreram em indivíduos com idade entre 20 e 34 anos, segundo a pasta.
"Os jovens entre 20 e 34 anos não conhecem a cara do inimigo, não entendem que a doença mata. A gente antevê várias lutas contra o preconceito, contra a doença e precisamos trabalhar para que jovens parem de se infectar com o HIV. Precisamos trabalhar mecanismos de mobilização para conscientizar esse público e informar das consequências da doença, da necessidade de fazer o teste e buscar tratamento", enfatizou o Mandetta.
O tratamento fez com que o Brasil conseguisse evitar cerca de 2.500 mortes por aids entre 2014 e 2018 (redução de 22,8%).
A detecção precoce do vírus faz com que a pessoa possa iniciar o tratamento com os medicamentos fornecidos gratuitamente pelo SUS. O HIV se torna indetectável com a terapia e não é mais transmitido por relação sexual. Além disso, o indivíduo não desenvolverá a aids.