13 regiões registram aumento de roubos e 7 de assassinatos
Entre as Risp, a de Nova Mutum é a que mais apresenta crescimento dos crimes
Dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) apontam para um aumento na criminalidade nas regiões do interior nos últimos 5 anos, de 2013 a 2017. Em alguns locais, os crescimentos superam 100%. O aumento também repete nos 5 primeiros meses deste ano em comparação com 2017.
Os números são referentes as 15 Regiões Integradas de Segurança Pública (Risp), divisão feita pela Sesp para monitorar os trabalhos de cada região. Das regiões, 10 apresentaram aumento de furtos, 7 de homicídios e em 13 os roubos cresceram. Comparando os 5 primeiros meses de 2017 com 2018, as mortes apresentaram crescimento em 7 Risp, os roubos em 8 e os furtos em 5.
Entre as Risp, a de Nova Mutum (264 km ao Norte) é a que mais apresenta crescimento dos crimes. Ela abrange as cidades de Alto Paraguai, Arenápolis, Nortelândia, Nova Marilândia, Diamantino, Lucas do Rio Verde, São José do Rio Claro, Tapurah e Santo Afonso. Nesta microrregião os homicídios aumentaram 192%, saindo de 25 em 2013 para 73 em 2017. Os 5 primeiros meses do ano já apresentaram aumento de 34% neste tipo de crime, comparando com mesmo período do ano passado.
Entre 2013 e 2017 a região teve ainda acréscimo de 25% nos furtos e 162% nos roubos. As Risp são divididas em Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Rondonópolis, Barra do Garças, Cáceres, Tangará da Serra, Juína, Alta Floresta, Vila Rica, Primavera do Leste, Pontes e Lacerda, Água Boa, Nova Mutum e Guarantã do Norte. Cada região fica responsável por, pelo menos, 6 municípios circunvizinhos.
No caso dos homicídios, chamam atenção, além de Nova Mutum, o crescimento entre 2013 a 2017 em Sinop que passou de 93 para 134 (44%). Água Boa de 22 para 29 (31%) e Vila Rica que saiu de 26 para 48 (84%).
Nos 5 primeiros meses do ano este crime aumentou 55% em Várzea Grande, 50% em Barra do Garças e 33% em Primavera do Leste.
Já os roubos aumentaram de 2013 a 2017 em 59% em Sinop, 66% em Tangará da Serra, 70% em Guarantã do Norte e 103% em Alta Floresta. Neste período os furtos aumentaram em 29% em Vila Rica, 15% em Alta Floresta e 36% em Cáceres.
Nos 5 primeiros meses deste ano, as cidades com maiores aumentos de roubos são Barra do Garças (82%), Água Boa (123%) e Vila Rica (125%). Já o crescimento dos furtos foi maior em Pontes e Lacerda (19%), Vila Rica (22%) e Barra do Garças (23%).
Para o delegado regional de Sinop, Sérgio Ribeiro Araújo, a maioria dos crimes naquela região, em especial os de homicídios, tem como vítimas ou suspeitos pessoas com ligação com a criminalidade. “O número de trabalhadores e pessoas de família mortas é muito pequeno. A maioria das vítimas e suspeitos tem ligações criminais”, destaca.
Para o delegado, a contenção da criminalidade depende também de outros agentes. Ele ressalta que a polícia tem sido eficiente e dado respostas, mas o sistema como um todo é falho. “Vemos que em muitos casos os criminosos são reincidentes. Eles são colocados em liberdade por falta de vagas no sistema prisional, por leis brandas e por um sistema jurídico falho. Se não diminuir a criminalidade, fica difícil conter a criminalidade”, reforça.