Família é condenada por assassinato de empresário em Vera; crime foi cometido em 2008 e simulado como suicídio
Após 16 anos do crime, júri condena esposa e dois filhos do empresário Adelfo Peron por homicídio triplamente qualificado; nora foi absolvida por falta de provas.
Quase duas décadas após o crime que chocou o município de Vera (80 km de Sinop), o Tribunal do Júri condenou Maria de Lourdes Pipper Peron, e os filhos Adriano e Diomar Peron pela morte do empresário Adelfo Borghezan Peron, ocorrida em 2008. A nora da vítima também foi levada a julgamento, mas acabou absolvida por falta de provas.
De acordo com o Ministério Público, o homicídio foi planejado e executado em duas etapas. A viúva teria desferido três golpes de faca contra o marido, perfurando o pulmão esquerdo. Mesmo ferido, ele foi levado pelos filhos até um galpão na propriedade da família, onde, sob instigação da mãe, foi enforcado com uma corda — uma tentativa de simular um suicídio. A acusação apontou que o crime foi motivado por conflitos familiares e ameaças constantes da esposa à vítima. A nora foi acusada de tentar apagar os vestígios do crime, mas o júri entendeu que não houve provas suficientes para condená-la.
O Juiz Victor Lima Pinto Coelho, que presidiu o julgamento, fixou a pena em 18 anos e 8 meses de reclusão para cada um dos três condenados, em regime inicial fechado, reconhecendo as qualificadoras de motivo torpe, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e asfixia. Os mandados de prisão foram expedidos para execução imediata da sentença. Ainda cabe recurso da decisão.